domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ninguém precisa do seu sofrimento!

Certa vez atendi uma mulher que vivia um casamento de fachada. Depois de ter sido traída pelo marido, a relação conjugal ficou insustentável. Entretanto, por causa dos filhos, resolveu que iria continuar vivendo na mesma casa com o marido como se ainda fossem casados. Viviam apenas como amigos e os filhos não sabiam da real situação. Estava agindo dessa forma para evitar sofrimento para os filhos.
Seu desejo real era o de se separar. Mas ao pensar nisso  começava a sentir culpa imaginando o quanto os filhos iriam sofrer. Ela se via em um dilema onde teria que escolher entre dois tipos de sofrimento: manter um casamento de aparências por tempo indeterminado ou passar por uma dolorosa separação que lhe traria um forte sentimento de culpa e pena dos filhos. A culpa era tão intensa que a levou a decidir por continuar o casamento de fachada. Vamos observar as consequencias emocionais desse processo. Muitas delas são sutis e difíceis de serem percebidas.
Quando alguém se sacrifica, acaba por sentir que o outro ficou lhe devendo algo. É um processo inconsciente. Ao causar sofrimento a si mesma para poupar o filhos, sua contabilidade emocional interior começará a anotar que os filhos lhe devem. E essa dívida imaginária será proporcional ao tamanho do sofrimento que ela se auto impôs.  O problema é que, do outro lado, os filhos não tem a menor idéia que são vistos como devedores.
Ao mesmo tempo em que ela terá esse sentimento de que os filhos lhe devem, vai se ressentir deles por ter tomado essa decisão, como se ela não tivesse outra alternativa e tivesse sido obrigada a isso. Os anos vão passando e sua frustração vai aumentar por não poder entrar em um novo relacionamento, pela falta de vida sexual, pelo tempo perdido e etc. Inconscientemente ela culpará os filhos pela sua escolha e por todo sofrimento que isso lhe causou.
Mas é claro que se você perguntar, essa mãe dirá que fez tudo isso sem esperar nada em troca, que não tem raiva dos filhos por isso, por que afinal de contas ela é adulta e tomou uma decisão por sua conta e risco. Esse é o discurso superficial. Um lado dela pode até ver dessa forma, mas lá no fundo existe um processo emocional mais difícil de se enxergar e que tem sua própria lógica menos visível.
A verdade sobre essa raiva oculta e sobre o sentimento de que os filhos lhe devem vai aparecer mais dia menos dia na relação com eles. Sentido que foi capaz de tamanho sacrifício em prol dos filhos ela cria uma expectativa que eles também façam coisas por ela. E quando eles não corresponderem a isso, a mãe se sentirá decepcionada, frustrada, e até traída. Haverá uma cobrança em cima dos filhos. E se ela conseguir engolir e esconder todos esses sentimentos sem demonstrá-los para ninguem fingindo estar tudo bem para os outros e até mesmo para si própria, vai gerar uma infelicidade, depressão e não terá consciência da onde vem esse sofrimento.
Existe ainda mais uma consequencia. Essa mãe sentirá raiva de si mesma por ter se imposto tamanho sofrimento. E essa raiva de si mesma poderá ser projetada ainda mais em cima dos filhos.
Em um determinado momento os filhos vão acabar percebendo a situação de fachada do casamento e o sacrifício que sua mãe fez. Acredito até que eles já sabem disso em um nível inconsciente mais profundo. Também de forma inconsciente podem acabar se sentindo culpados por se considerarem os causadores do sofrimento da mãe ao mesmo tempo que podem sentir raiva dela por fazê-los se sentir culpados por uma decisão que eles nem pediram.
Vejam então o grande emaranhado emocional. Algo que teoricamente seria benéfico pelo menos para os filhos, acaba sendo prejudicial. Ninguém sai ganhando. Todos ficam ainda mais infelizes nesse jogo.
O que aconteceria se ela seguisse sua vontade e se separasse? Certamente haveria um sofrimento inicial dos filhos. Mas com o tempo isso seria amenizado. Seria uma experiência dolorosa, mas plenamente possível de se superar. No final das contas provocaria menos sofrimento para família.
Essa mesma mulher tem um histórico anterior em que sua mãe fez um sacrifício por ela. Durante a gravidez, a mãe dela teve uma determinada doença. Para não causar nenhum problema ao bebê optou por não tomar a medicação. Só que isso lhe trouxe uma sequela fisica por não ter tratado a doença. O resultado dessa situação é que é essa mulher sente que sua mãe a culpa pelo seu problema físico, e ela por sua vez se sentia muito culpada por se ver como a causadora do sofrimento na mãe. Sua mãe não a acusava diretamente, mas a filha sentia nas entrelinhas a raiva oculta que a mãe sentia por ter feito esse sacrifício.
Nunca conversou sobre seus sentimentos a respeito desse assunto com sua mãe nem com qualquer membro da família pois tinha certeza que todos iam dizer "imagina! você está certamente enganada, sua mãe jamais iria ficar com raiva de você, ela fez tudo por amor e etc...". Sim, certamente a mãe agiu dessa forma por amor. Mas por outro lado ficou uma raiva de ter sido prejudicada e isso acaba sendo projetado na filha. O amor e os sentimentos negativos coexistem.
E hoje, por se sentir devedora com relação a mãe, tenta agradá-la de todas as formas. E uma dessas maneiras de agradar é também manter o casamento. Esse foi um outro aspecto que surgiu durante a sessão que a fazia continuar casada contra a sua vontade.
Mas o que a sua essência realmente deseja? Não há como ter certeza verdadeiramente até limpar toda a negatividade. Ao dissolver esses sentimentos a pessoa vai sentindo cada vez mais paz interior e surge a confiança sobre qual seria a melhor decisã, até que consegue por em prática o que sente que deve ser feito.  
Observe atentamente cada vez que você fizer algo contra a sua vontade, os sentimentos que surgem e as projeções que irá fazer causando ainda mais sofrimento para si mesmo e para os outros. Vale a pena fazer sacrifício? Só você poderá saber. Na vasta maioria das vezes o sacrifício é totalmente desnecessário. E caso decida por se sacrificar de alguma forma, como no caso de não tomar uma medicação para não prejudicar o filho, abandone sinceramente toda e qualquer negatividade que venha a surgir. Assuma total e incondicional responsabilidade pelo sua decisão para não projetar nos outros a raiva pela sua própria decisão. Se você conseguir se desvincular de toda a negatividade, e é muito raro que alguém consiga, então não se trata mais de um sacrifício, e sim apenas de uma decisão que você resolveu tomar que não gera mais nenhum tipo de sofrimento emocional para você e para os outros. Muito cuidado pois é muito fácil se enganar!
(André Lima - psicólogo) 
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Muita Paz!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A verdade, destruída no Passado !

Dentre os meus estudos sobre a dificuldade de o ser humano compreender os assuntos da força mental, fiquei feliz ao encontrar um autor que passa em seu livro um dos motivos reais que geraram essas dificuldades: trata‐se de Nelson Liano Jr., em Bruxas: as Habitantes do Ar, que mostra, claramente, o passado em chamas. 
Em reconhecimento  à  sua  maravilhosa  obra,  transcrevo  um  trecho  do  livro  que  resume,  grandemente,  meu  interesse em ajudar as pessoas a resgatarem, em seus corações, a verdade sobre a saúde e a felicidade. 
”As  correntes  subterrâneas  da  prática  e  especulações  religiosas  foram   relegadas  àquelas  que   se encontravam  em  posição  ameaçadora  para  as  ortodoxias  cristãs,  que  se  lançaram  às  guerras  santas  das cruzadas.  Os  dogmas  católicos  se  impuseram  na  parte  ocidental  da  Europa  à  força  de  massacres  contra heréticos, expulsões e massacres de judeus, queima de bruxas, perseguições de grupos inteiros que ameaçavam a unidade da Europa sob a égide papal. 
”A idéia do diabo tornou‐se presente nos espíritos das gentes que o viam como agente provocador de todos os males que afligiam a cristandade... 
”As  acusações  de  assassínio  ritual  e  de  prática  de  magia  negra,  as  condenações  e  queimas  de  livros rabínicos,  como  o   Talmud,  liga‐se   ao  combate  e   caça  às  bruxas,  à  guerra  santa  de  extermínio,  aos  cátaros,  à queima  de  cristãos  novos  e  à  criação  da  Santa  Inquisição.  Judeus,  mulheres,  místicos,  revolucionários,  seitas heterodoxas,  todos,  destinados  à  fogueira  purificatória.  Os  judeus,  assim  como  as  bruxas,  eram  acusados  de praticar  magia  negra   sob  o  disfarce  da  medicina,  atentando  contra  a  saúde  dos  cristãos.  A  peste  negra  que assolou a Europa no século XIV foi atribuída à ação maligna de judeus  e  bruxas.   Sobre  esse  assunto  o   cronista alemão Conrad Von  Nemegenberg faz o  seguinte relato:  ’Foram achados numerosos poços envenenados e um número incalculável de judeus foi massacrado na Renânia, na Francônia e em todas as cidades alemãs...’ 
”Para atingir as suas pretensões hegemônicas, a cristandade não se limitava a queimar pessoas vivas. 
claridade  provocada  pelas  chamas  seculares  das  fogueiras,  ao  invés  de  iluminar  o  planeta,  trouxe  as  trevas, destruindo todo o tipo de conhecimento que extrapolasse o limite imposto pelos dogmas da religião dominante. 
Ideologicamente  os  juizes  inquisitoriais  queriam  extirpar  da  cultura  humana  tradições  e  costumes  que ameaçassem  o  domínio  do  Vaticano,  que  significava  o  centro  do  poder  político  da  época. 
 Como  os  nazistas, fascistas,  stalinistas  e  outros  tipos  de  ditadores  centralizadores  de  poder,  os  enviados  papais  percorriam  a Europa destruindo toda espécie de literatura filosófica que desafiasse a ’Verdade Divina’.” (grifo da autora) 
Outra autora admirável, Helene Bernard, escreve em seu livro As  Grandes  Iniciadas:  ”Na  verdade,  a  fé dos cátaros era tão grande que podia ser comparada à dos primeiros mártires do cristianismo. Sua doutrina era verdadeiramente  inspirada  pelo  espírito  do  ideal  cristão  primitivo,  antes  de  ele  ter  sido  desvirtuado  por algumas falsas interpretações. 
”Receberam  a  morte  pelo  fogo  com   a  mesma   coragem  dos  mártires  do   tempo  do  império  romano.  E, entretanto, suas crenças foram de tal modo desfiguradas pelos inquisidores que eles foram acusados de admitir o suicídio como um ato desejável... 
”Toda ação provoca uma reação e o poder dos papas, depois dessas lutas sangrentas, foi grandemente enfraquecido.  Em  vista  da  contínua   e   cruel  violência  do  fanatismo dos inquisidores, das suas perseguições aos que se lhes opunham, as populações dos países ocidentais rejeitaram a autoridade espiritual da Igreja...” 
Vamos resgatar os conhecimentos que se encontram fragmentados pelo mundo. 
Aceite alguma ajuda ”alternativa” e deixe‐se levar pela magia dessa realidade! Deixe livre as águas do saber, para que o mundo todo volte a conhecer os princípios da mente pura e, finalmente, que possa desatar os ”nós” da saúde! 


Grandes Homens 
Dados arqueológicos presumem que aproximadamente há cinco mil anos os chineses desenvolveram a automassagem do‐in durante o reinado de Chin Shih Huang Ti, o lendário Imperador Amarelo, considerado o pai da acupuntura e dos fundamentos da medicina chinesa. 
Esse  trabalho  era  baseado  na  teoria  do  fluxo  de  ki,  a  energia  da  vida.  Hoje,  todo  esse  movimento oriental  —  do‐in,  shiatsu,  moxabustão,  acupuntura  e  outros  —  é  comprovado  através  da  ciência  médica ocidental: os meridianos de energia localizados no corpo humano  foram  registrados,  em  nossa  era,   através  de aparelhos eletrônicos altamente sofisticados e pelo efeito Kirlian. 
Homens  importantes  da  História  do  Mundo  criaram  escolas    e  deram  suas  vidas  para  provar  a existência de ”forças energéticas”, movimentando nossas células e tudo o mais que existe no Universo. 
Os  pitagóricos  escreveram  sobre  a  Escola  Itálica,  que  Pitágoras  fundou  492  anos  a.  C.  e   em  que ensinava a seus adeptos a força da conduta e da mente sobre o corpo. 
Grandes filósofos se manifestaram ativamente em suas respectivas épocas: Demócrito (362 a.C.); Tales (562 a. C.); Sócrates (399 a.C.); Heráclito (480 a.C.); Platão (347 a.C.); Aristóteles (322 a.C.) e muitos outros que, através  do  autoconhecimento,  da  física,  da  metafísica,  matemática,  astronomia,  astrologia  e  medicina, reconheceram na mente o poder invisível da cura. 
O conceito hoje estabelecido, a respeito das vidas dos avatares  Jesus  e  Sakiamuni  (Buda),  está  preso  a dogmas  que  as  pessoas  adquiriram  através  da  educação  pós‐Inquisição.  Porque  grande  parte  da  Verdade 
pregada pelos avatares  perdeu‐se literalmente  em cinzas, sendo preservada,  apenas, por  grupos de homens  e mulheres, secretamente, devido às pressões políticas da época. 
O Vaticano e a Ordem Rosacruz possuem, trancados em seus cofres, os pergaminhos originais da época de Jesus Cristo, o que faz deles os grandes mestres dos ”símbolos reais da salvação”. Mas, sabe‐se que o Vaticano não transmite totalmente a verdade, restringindo‐se, apenas, àquilo que lhe convém. 
As  religiões  proliferam  e  se  desunem,  devido  às  interpretações  variadas  da   Bíblia  e  das  sutras. 
Corrompem seus próprios princípios para garantirem sua crença e acabam se distanciando da poderosa frase do Mestre: ”Ama a teu próximo como a ti mesmo”. 
Hoje,  os  grandes  homens  que  conseguiram  preservar  a  pureza  e  a  simplicidade  da  alma  trocam informações em Tradições, Ordens e Sociedades Secretas que são protegidas das mentes céticas contaminadas pela ignorância. Muitos católicos e espíritas preservaram em seus corações o verdadeiro ensinamento sem se deixarem  confundir.  Mas,  este  assunto  é  longo  e  polêmico.  Devemos refletir e  nos   interessar sobre a nossa saúde, voltados para se autoconhecerem e a se conscientizarem do seu próprio poder de cura.
                                                                                            (Cristina Cairo – A Linguagem do Corpo)                                                      

Muita Paz!




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Consciência Espiritual do século XX!

Estamos precisando expandir a nossa consciência, o que é uma legítima busca por espiritualidade que significa conhecermos mais sobre nós mesmos. Buscar a espiritualidade é elevar a consciência para níveis que nos tragam o entendimento definitivo de que nada se cria, tudo se transforma. Não como uma lei que aprendemos na escola, mas compreendendo isso com consistência, sentindo com todas as células do nosso ser. Precisamos compreender de uma vez por todas, que toda ação tem uma reação com sentido oposto e com mesma intensidade. Que não existe um Deus que castiga e pune, mas que nossos atos podem se voltar contra nós mesmos. Precisamos compreender que a lei da atração sintoniza os acontecimentos aos pensamentos de mesmo padrão. 

Não podemos negar. Basta olharmos para a história da humanidade e vermos que, mesmo ainda engatinhando nesse crescimento, a humanidade está evoluindo. E isso deve ser olhado sob uma perspectiva otimista, para percebermos que, mesmo com tantas insanidades humanas, ainda assim estamos evoluindo, desenvolvendo-nos naturalmente. 
É fácil percebermos esse avanço. Basta assistirmos a um filme que retrate histórias de épocas remotas para percebermos essa evidência e sentirmos o quanto o nosso planeta, em meio a tantos desastres, também evolui. Mas, não dá para ignorar o fato que nosso Planeta também está muito doente, debilitado, ferido, por conseqüência de tantos maus tratos. 

É importante falar nesse assunto para enfatizar que buscar a espiritualidade no século XXI se dá em uma condição muito diferenciada do que foi no século XV, por exemplo. O melhor é que ninguém é condenado e morre na fogueira por falar de espiritualidade. Se aquela conduta ainda existisse, eu mesmo, certamente, já teria virado churrasco! 

Esse universo de possibilidades, aliado à necessidade emergente de curar o planeta, bem como à tecnologia de informação acessível, torna tudo mais fácil e especial. Por isso, buscar a espiritualidade no século XXI é uma tarefa com prioridade máxima, no entanto muito mais simples agora do que já foi nos séculos anteriores. A grande dádiva divina para esse momento é que podemos, de maneira inédita, unir ciência, tecnologia e espiritualidade para, por meio dessa comunhão bem sucedida, criarmos possibilidades de resolver os problemas do mundo. Veja os equipamentos eletrônicos avançadíssimos, os computadores, os celulares, a medicina tão bem equipada, remédios incríveis, os meios de comunicação globalizados, a informação em tempo real, o rádio, a televisão, a mídia em geral, os modernos meios de transporte, as novas fontes de energia ecologicamente corretas e muito mais. 

Por termos a oportunidade de ver e ajudar nessa união fantástica da ciência e da espiritualidade, em prol de uma causa nobre, esse momento histórico pode ser considerado um presente de Deus para a humanidade. 
O que mais motiva nessa busca por espiritualidade é que quanto mais elevarmos as nossas consciências, em níveis mais angelicais, mais nos tornaremos livres, abandonando o sofrimento e curando a miopia que não nos permite compreender os mecanismos naturais de evolução universal. 
Só tem ódio, raiva, ciúme, inveja, medo, insegurança, mágoa quem não compreende esses mecanismos universais (a maioria da população mundial). Quem busca e encontra a espiritualidade dentro de si pode até sentir essas emoções negativas periodicamente, até mesmo em função do inconsciente coletivo em que vivemos. Mas com essa nova forma de ver o mundo, será possível não nutrirmos mais essas inferioridades, e a cura desses aspectos vai se tornar algo real. 

Refiro-me à capacidade de não ser solo fértil para esses aspectos inferiores, que são ilusões do ego. Quem busca essa espiritualidade dentro de si próprio, confronta-se com momentos mágicos, repletos de alegria e plenitude, que, consequentemente geram motivação para ajudar ao próximo. Naturalmente, vai brota um forte empenho em mostrar para as outras pessoas as ?boas novas?. Podemos nos tornar geradores de energia positiva, que sendo produzida abundantemente por uma pessoa em seu equilíbrio espiritual, pode tranquilamente ser emanada para mais pessoas ao redor, para os ambientes e para o planeta em geral. 

Nesse momento, faz-se necessária muita tolerância, compaixão, paciência e, principalmente respeito para compreender que cada pessoa possui seu tempo de despertar, que não necessariamente será o mesmo nosso. 
Vivemos a vida ligados no piloto automático por muitos anos, concentrados apenas nos interesses do ego, que honestamente são ínfimos baseados nas verdadeiras necessidades essenciais que o espírito tem. Por um motivo qualquer, de uma hora para outra, buscamos essa espiritualidade e podemos encontrar. Quando isso vem a acontecer, a impressão transmitida é como se uma bomba de luz explodisse conceitos e visões antigas da sua vida. Então você se dá conta do quanto adormeceu e perdeu tempo, do quanto já sofreu e de que essa nova consciência poderia ter sido um poderoso instrumento para resolver as adversidades do passado, com muito mais leveza e eficiência. 

Quando qualquer pessoa se abre e expande a sua consciência, é como se ela pudesse ter uma visão periférica (igual a das águias) que lhe permite enxergar longe e amplamente. Fruto desse processo, um encantamento intenso acontece, tão grande e intenso que muitas vezes pode até desequilibrar a pessoa, provocando um certo fascínio. Esse fenômeno é incompreendido por aqueles que ainda não despertaram para essa espiritualidade, podendo ser interpretado como fanatismo. 
Quando essa abertura acontece, o indivíduo quer a todo custo que as pessoas próximas a si também experienciem essas dádivas, que é essa consciência mais espiritualizada. Porém, como dito acima, cada um tem seu tempo, e isso deve ser respeitado, a fim de que a pessoa não faça papel de louca e desequilibrada perante aqueles que ainda não estão maduros para descobrir os benefícios desse novo estado de consciência. 
Ser espiritualizado é conhecer mais sobre nós mesmos e saber respeitar os momentos de cada um. 

(Bruno J. Gimenes)
Muita Paz!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ego X Alma

Uma das coisas que me tem saltado aos olhos é a percepção de como o ego sempre influencia -e muito- a maioria das situações que se apresentam em nossas vidas criando desarmonia na maioria das vezes. E o que seria a influência do ego ao invés da escolha da alma para conduzir as situações? Como podemos identificar a presença de um e de outro? Enumerei algumas características do ego e fiz o mesmo com as da alma para que possamos entender um pouco sobre estas duas partes de nosso ser, de forma a ficarmos conscientes sobre como ambos atuam. Ao final, vocês podem escolher entre utilizar um ou o outro e verificarem vocês mesmos os seus efeitos em suas vidas, lembrando sempre que o objetivo da alma não é negar ou fazer desaparecer a personalidade ou ego, mas iluminá-lo e torná-lo um instrumento a serviço da própria alma em sua jornada.


1) O ponto de vista do EGO é sempre EGO-ÍSTA. O ego só pensa nele próprio, ele não leva em consideração o ponto de vista do outro, mas o exclui, pois somente ele é quem importa. A ALMA é sempre ALTRUÍSTA, sendo assim, sempre leva os motivos do outro em consideração; a alma jamais irá prejudicar uma pessoa ou querer levar vantagem sobre ela, mas ajudá-la na sua evolução sempre que possível. Altruísmo também é a possibilidade de agir de forma desinteressada, algo impossível para o ego, pois suas atitudes visam sempre um interesse. Generosidade é um atributo da alma.

2) O EGO é COMPETITIVO. Ele quer ser sempre o melhor: O mais bonito, o mais inteligente, o mais amado, o mais elogiado, o mais importante, mais bem-sucedido... Ninguém pode estar acima do ego, somente abaixo, e é dessa forma que ele vê os outros. Já a ALMA é INCLUSIVA por natureza, e se ela busca o melhor para si mesma, não é por isso que deixará de desejar o mesmo para o outro. A felicidade da alma é ver o seu semelhante bem da mesma forma que ela.

3) O EGO é passível de MÁS INTENÇÕES. Ele não hesitará em desbancar aquele que considera seu rival em potencial; poderá ser capaz das armações as mais vis para alcançar seu objetivo de derrotá-lo, e o sentimento que poderá mover o ego nestes momentos é a inveja, a cobiça, o ciúme, dentre outros. A ALMA é PURA em suas INTENÇÕES. Apesar de passível de erros, ela não age de forma a racionalizar e premeditar uma maldade, por isso as intenções da alma são sempre positivas e livres de segundas intenções. Honestidade é uma característica própria da alma.

4) O EGO é RANCOROSO. A ALMA sempre PERDOA. Como não permite ser contrariado, se isso acontece, o ego pode sentir-se ofendido e rancoroso em relação a quem lhe causou a ofensa, guardando-a, remoendo-a e até mesmo vingando-se do seu "algoz". A Alma jamais guarda rancor. Apesar de poder sentir-se desrespeitada e magoada, a alma sempre perdoará o ofensor já que tem uma enorme capacidade de compreensão dos motivos do outro e das suas limitações.

5) O EGO é passível de MENTIRA. A ALMA é uma BUSCADORA da VERDADE por excelência, por isso sempre usará da franqueza e da sinceridade em todas as suas relações. O ego não vacilará ao enganar para negar sua responsabilidade perante os fatos ou levar vantagens sobre os objetos de seus desejos. 

6) O EGO é CORRUPTÍVEL. A palavra ética é dissonante quando o ego encontra uma forma de realizar suas ambições, geralmente ligadas a poder, sexo e dinheiro; como ele somente quer satisfação de seus próprios desejos, fará de tudo para que eles sejam realizados, ainda que de uma forma um tanto ao quanto imprópria. A ALMA é INCORRUPTÍVEL. Ela também tem vontade de evoluir, prosperar, ter sucesso em seus empreendimentos e ter relacionamentos satisfatórios e felizes, mas nunca irá passar por cima de seus valores e de sua ética para vê-los satisfeitos. Ela preferirá um momento mais oportuno quando sentir que as sementes não podem ser ainda plantadas ou os frutos colhidos. Ela esperará por uma melhor ocasião, e abrirá mão do que não condizer com seus princípios, pois preferirá colocar a cabeça em seu travesseiro e dormir um sono tranquilo em sua consciência.

7) A ALMA é CORAÇÃO. Ela sempre "pensará" com o coração. Conectada que é com seus sentimentos e valores, não deixará de utilizar este poderoso sensor para se direcionar nos caminhos da vida, para poder tomar as decisões mais cabíveis de forma a manter o seu próprio equilíbrio. O EGO evita usar o coração, geralmente ele usa a RAZÃO para tomar as suas atitudes; sendo assim, encontrará sempre um motivo razoável (e egoísta claro) para justificar as suas ações, ainda que prejudiquem alguém, além dele mesmo.

8) A ALMA age com CONSCIÊNCIA. A INTENCIONALIDADE de suas ações será sempre muito bem pesada, a AÇÃO será sempre RESPONSÁVEL medindo-se os prós e contras em relação ao que as suas ações podem acarretar, não somente para si, mas também para o seu semelhante. O EGO geralmente age de forma INCONSCIENTE, movido pelas suas próprias projeções que vê refletidas nos outros e pela força das ilusões. 

9) Não é à toa que o EGO é muito mais SUSCETÍVEL AO SOFRIMENTO do que a alma, pois agindo de forma inconsciente, ele também cria carma que irá atingi-lo de forma inexorável, levando-o ao crescimento. A ALMA, uma vez ancorada, aprenderá a não mais sofrer, apesar de poder sentir DOR, porque AGE POSITIVAMENTE e porque as suas ESCOLHAS são DESAPEGADAS dos desejos do ego. 

10) O EGO é JULGADOR. Como para ele é difícil ter consciência de suas imperfeições, ele se acha no direito de julgar as atitudes dos outros e acredita que seu julgamento está correto segundo seu estreito e limitado conhecimento dos fatos. A ALMA NUNCA JULGA. Ainda que possa ter seu próprio juízo a respeito dos fatos que lhes cercam, a alma não julga pois compreende que cada ser se determina pelo seu particular estado de consciência e não há como exigir correção de quem ainda não tem compreensão sobre si mesmo e de sua própria responsabilidade na vida. A ALMA também não se julga, mas se aceita e se perdoa da mesma forma que faz com seu semelhante; se ela erra, se auto-avaliará, e procurará não fazê-lo mais. O EGO sente-se culpado, pois da mesma forma que julga e condena os outros, faz isso a si mesmo.




(Daniele Alvim)
Muita Paz!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Siga a sua Natureza!


Nas situações mais critcas da vida, quando precisamos tomar decisões que nos parecem uma questão de vida ou morte, geralmente nos sentimos perdidos.
Buscamos, regra geral, agir movidos pela razão, pois aprendemos que ela é a melhor conselheira, a que nos leva a tomar atitudes corretas e coerentes. Mas, aos poucos, vamos descobrindo que não é bem assim.

Quando nos sentimos verdadeiramente pressionados, não é a razão e sim a nossa intuição, a voz que fala em nosso interior, que nos dará o direcionamento mais seguro, aquele que fará com que nos mantenhamos fiéis à nossa natureza.

O que vem a ser a nossa natureza? Ela consiste na verdadeira essência do ser, a dimensão que nos liga ao divino, com a qual todos os seres humanos, indistintamente, vêm ao mundo. Porém, nos tornamos totalmente inconscientes deste dom, à medida que crescemos e passamos a ser direcionados unicamente por nossa mente.

Fazer o caminho de volta e nos desvencilhar deste condicionamento não é fácil, pois exige uma fé e uma confiança inabaláveis no poder que possuímos em nosso interior.
A maioria de nós ainda delega este poder a outros, a gurus, sacerdotes, professores ou qualquer outra figura que acreditam possuir mais sabedoria. 

A única diferença entre um Mestre espiritual e o ser humano comum é que o primeiro vive de modo absolutamente consciente do poder divino que carrega dentro de si. E os demais permanecem na inconsciência, adormecidos e agindo como robôs, direcionados por diferentes forças exteriores.

Seguir nossa natureza consiste, acima de tudo, em reconhecer o poder que habita dentro de nós, confiar nele e basear nossas escolhas e decisões pelas intuições que ele nos enviar.


(Elisabeth Cavalcante)

... O homem é um Deus em potencial, um bodhisattva. A sua natureza é tornar-se Deus... Você pode ter todo o dinheiro do mundo, todo o poder, todo o prestígio possível, e ainda assim você permanecerá vazio.
A não ser que a sua natureza divina floresça, abra os seus botões, a não ser que você se torne um lótus, mil pétalas de lótus, a não ser que a sua divindade seja revelada a você, você nunca estará satisfeito.

... Mas se você for para dentro, se você ouvir o seu coração, você irá alcançar um tal poder que nenhum poder na Terra poderá escravizá-lo de novo.
Siga a sua natureza. Mas como seguir a sua natureza, se você não sabe o que ela é? E não lhe é permitido saber o que ela é! Você recebeu instruções precisas sobre o que fazer: o que comer, quando levantar-se de manhã, quando ir para a cama...
E isso nunca permite a você se tornar consciente de que existe dentro de você uma fonte de infinita orientação e direcionamento. E é de lá que Deus fala.
Deus ainda fala, ele não parou de falar. Ele não é parcial. Não é que ele tenha falado a Maomé e a Moisés e que ele não fala a você.
Ele está falando a você tanto quanto ele falou para Maomé. A única diferença é que Maomé estava pronto para ouvi-lo e você não está pronto para ouvi-lo. Maomé estava disponível e você não está disponível.
Tornar-se disponível à sua própria natureza interior é o que eu chamo de meditação. A consciência é a sua natureza.
O homem de consciência tem um certo caráter, mas esse caráter segue a sua natureza. Não lhe foi imposto por alguém, esse caráter é a sua própria decisão. E ele não está preso a esse caráter, ele está totalmente livre para mudá-lo a qualquer momento. As circunstâncias mudam, a sua consciência lhe dá diferentes direções e ele muda o seu caráter.

... Um homem de consciência responde e suas respostas são espontâneas. Ele é como um espelho. Ele reflete tudo aquilo que se confronta com ele. E a partir dessa espontaneidade, a partir dessa consciência, um novo tipo de ação surge. Essa ação nunca cria qualquer escravidão, qualquer carma. Essa ação liberta você. Você alcança a liberdade se você ouvir a sua natureza.

... Toda a minha abordagem é existencial. Se você realmente quer saber o que significa ir para dentro... o caminho é: observe os seus pensamentos e não se identifique com eles. Simplesmente permaneça um observador, completamente indiferente, nem contra nem a favor.
Não julgue, porque qualquer julgamento traz identificação. Não diga, 'Estes pensamentos são errados' e não diga, 'Estes pensamentos são bons'. Não faça comentários sobre os pensamentos. Deixe que eles passem como se eles fossem apenas a passagem do tráfego e você está de pé ali ao lado da rodovia despreocupado, olhando o tráfego.

... É a sua energia que faz aqueles pensamentos se moverem. Quando a sua energia não os está alimentando, eles começam a cair, eles não conseguem se manter em pé por si mesmos.

E quando a rodovia da mente estiver completamente vazia, você está dentro. Isso é o que eu quero dizer quando eu digo 'Vá para dentro'. E isso é o que Buda quer dizer quando ele diz: 'Siga a sua natureza'." 
                                                                                                            (OSHO - The Book of the Books).


Muita Paz!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O caminho para o Perdão!

Permita que a paz interior seja seu único objetivo, não o ato de mudar as outras pessoas ou puní-las.

O estágio inicial: mudar nossas crenças!

O estágio inicial para retreinarmos nossas mentes começa aprendendo a aquietá-las para que não sejam envolvidas no corre corre diário. Rezar pode ser útil para isso. Se você medita, pode começar por aí.

Meditação significa simplesmente ter uma mente pacífica. Você pode visualizar uma caminhada montanha acima, até um lago tão claro e puro que se possa ver o fundo. Deixe que esta imagem ou outra parecida seja seu símbolo para uma mente pacífica.

Uma mente pacífica é nosso estado natural de ser, um que seja tranquilo, quieto, alegre e amoroso.

Sua luminosidade torna-se possível porque não existem pensamentos conflitantes, julgamentos ou medos.

Para ter uma mente pacífica, encontre uma imagem como o lago na montanha, que funcione para você. Então, leve de cinco a vinte minutos por dia, concentrando-se nesta imagem, em um lugar onde você não possa ser perturbado por outras pessoas, pelo telefone ou por qualquer outra coisa.

Achar um tempo para estar em contato com a natureza e experimentar sua unicidade com ela também pode ser útil. Ou apenas fique quieto, sem nada para distraí-lo - televisão, rádio ou conversas. Desligue o telefone. A quietude que você criar vai ajudá-lo a ser mais receptivo às diferentes maneiras de olhar para o perdão.

Incluí aqui uma lista de princípios. Não deixe o tamanho desta lista perturbá-lo. Seja gentil e paciente consigo mesmo. Resista a qualquer tentação que possa ter de comparar-se com os outros ou de medir seus progressos. Encontre um espaço que seja confortável e convidativo para você e respeite-o.

Deseje ter a mente aberta ao revisar estes princípios. Lembre-se de que está tudo bem em se discordar ou rejeitar qualquer um desses pensamentos.

O perdão é uma escolha e você não é obrigado a perdoar ou a acreditar nele.

Mas faça o melhor que puder para perceber as consequências de sua escolha entre perdoar e não perdoar.

Deixe seu coração ajudá-lo a decidir.

* Esteja aberto à possibilidade de mudar suas crenças sobre o perdão.

* Deseje pensar que você não é apenas um corpo, mas sim um ser espiritual vivendo temporariamente em um corpo físico.

* Pense sobre a possibilidade de a vida e o amor serem um e eternos.

* Não encontre valor na auto-piedade.

* Escolha ser feliz, ao invés de estar "certo".

* Deseje deixar ir embora a condição de vítima.

* Faça da paz interior seu único objetivo.

* Olhe para todos que encontrar como "professores" de perdão.

* Acredite que conservar mágoa e pensamentos rancorosos é o caminho para seu sofrimento.

* Reconheça que qualquer dor emocional que você sinta neste momento é provocada apenas pelos seus próprios pensamentos.

* Acredite que você tem o poder de escolher os pensamentos que põe em sua mente.

* Acredite que agarrar-se à raiva não traz o que você realmente quer.

* Acredite que é melhor para você tomar decisões baseadas no amor ao invés de no medo.

* Acredite que não existe valor nenhum em punir-se.

* Acredite que você merece ser feliz.

* Ao invés de ver as pessoas como se o estivessem atacando, veja-as como amedrontadas e gritando por amor.

* Deseje ver a alegria da criança em todos que você encontrar, não importando que roupas estejam usando ou que coisas terríveis tenham feito.

* Deseje ver a alegria da criança dentro de você.

* Deseje contar suas bênçãos ao invés de suas mágoas.

* Procure o valor de desistir de todos os seus julgamentos.

* Acredite que o amor é a maior força curadora do mundo.

* Acredite que cada pessoa que encontra é uma professora de paciência.

* Acredite que o perdão é a chave para a felicidade.

* Acredite que você pode experimentar a "amnésia celestial", esquecendo momentaneamente tudo, menos o amor que outras pessoas deram a você.

* Reconheça que cada encontro que você tem, com cada pessoa, é um Encontro Divino. Imagine que a pessoa que você está encontrando é, na realidade, Jesus, Buda, Maomé, Madre Teresa ou qualquer outro sábio Mestre espiritual que está dentro da pessoa com a qual está lidando. Não importando como possa parecer, trate isto como um relacionamento sagrado, no qual existe a oportunidade de aprender.

* Deixe de lado o fato de ver qualquer valor em se magoar ou punir as outras pessoas a si mesmo.

Lembre-se de que o propósito do perdão não é mudar as outras pessoas, mas mudar os pensamentos conflituosos e negativos que estão em sua mente!

(Gerald Jampolsky)
Muita Paz!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Três atitudes para você dominar a sua mente!


"Para sentir alegria interior no planeta Terra você precisa se esforçar."


Você tem se esforçado para ser positivo e alegre?
Você tem se lembrado de se amar e de cultivar pensamentos bons e positivos?

Se você se esforçar sinceramente, perceberá que se tornará mais fácil.Tudo se torna mais fácil com a prática. Se você persistir em seus esforços para permanecer positivo e alegre, você desenvolverá muito poder e força e, sua recompensa será sua própria felicidade e a paz da mente.

Quando você disciplina sua mente para ver o lado bom nas coisas, para naturalmente ver o melhor nas pessoas e em você mesmo, você sintoniza-se com o poder que governa todo este universo.Você conquista uma mente amável, tranqüila, mais silenciosa, com autodomínio e confiança.

Três atitudes importantes para a prática do domínio da mente:

1. Substituir imediatamente pensamentos negativos por pensamentos positivos

É importante a qualidade dos pensamentos mantidos na mente. Experimentaremos condições e experiências correspondentes à nossa atitude mental predominante e aos nossos pensamentos habituais. Um pensamento negativo nos conduzirá a uma experiência desagradável, enquanto que pensamentos positivos nos conduzirão a experiências agradáveis. 

Como o pensamento é criativo, o que quer que acreditemos ser verdade na mente será manifestado ou criado. Por essa razão, uma pessoa que habitualmente e persistentemente pensa negativamente, precisa tornar seus pensamentos positivos. Ela precisa pensar no que faz bem e recusar a pensar, sobretudo, o que lhe faz mal.
Se um pensamento negativo surge, precisamos substituí-lo imediatamente por um pensamento positivo ou por um mantra. 

Muitas pessoas não têm idéia do que fazer com seus pensamentos negativos, e assim eles permanecem na mente. O segredo é substitui-los. 

2. Reduzir os pensamentos

De vez em quando podemos lembrar disso: observar a mente e perceber que o que estamos pensando é totalmente desnecessário. Podemos simplesmente afastar este pensamento desnecessário. Não alimentá-lo e fazer disto um hábito. Ao reduzir os pensamentos vamos aquietando a mente.

Geralmente não observamos a mente para ver o que ela está fazendo, para ver se está se comportando bem ou mal, para ver se está criando alguma coisa ruim e tola. E colhemos o fruto desses pensamentos e depois ficamos a imaginar: "Por que eu mereci isto? Eu não fiz nada para ninguém". "Estou deprimido. Por que estou assim?" Não compreendemos que tudo surgiu da mente não controlada. 

A vigilância melhora a qualidade de nossos pensamentos. A mente não pensa coisas ruins se está sendo observada. Ela se sente embaraçada quando é "pega" pensando alguma coisa estúpida. Assim se você realmente faz um esforço para observar a mente e ver o que ela está fazendo, ela tenderá a se comportar bem. Ela age pior quando sabe que não estamos dando atenção para o que ela está fazendo. 

Quando a pessoa, constantemente, observa a mente, ela se torna calma e quieta.

3. Manter a mente equilibrada e estável

Freqüentemente, a mente está muito instável. Quase todas as influências externas podem tirar a mente do equilíbrio e nos fazer pensar o que realmente não queremos pensar.
Não podemos estabilizar a mente da noite para o dia porque ela ficou muitos anos fazendo o que bem entende. Mas a mente se torna estável através da prática da hatha yoga, da concentração, da meditação, da prática constante, da vigilância sobre nossos pensamentos.

Devido à mente, muitas pessoas consideram a vida uma luta. Geralmente, não acham que a vida possa ser fácil e feliz. Não importa o que uma pessoa adquiriu ou possui, seus próprios pensamentos podem lhe fazer sentir-se infeliz.
Muitas pessoas pensam: "Se eu pelo menos tivesse aquilo, eu seria feliz...". E então, elas conseguem aquilo, mas nada fica melhor, porque a condição da mente permanece a mesma. A única coisa que pode ser melhorada é a mente.

Depende de nós o que permitimos que a mente pense. É nossa vontade, nosso livre-arbítrio. Se não controlamos a mente, não há nada que possamos controlar. 
Todos nós temos procurado muito pela alegria, felicidade e contentamento. Temos tentado muitas coisas. Temos adquirido dinheiro, posses e segurança, participado de muitos eventos sociais, viagens e relacionamentos. 

Todavia, a verdadeira alegria vem para uma pessoa quando ela se torna livre da carga de sua própria mente. Esta libertação é uma realização gradual. Ela paulatinamente vai afastando os pensamentos e sentimentos negativos e estabelecerá um ânimo positivo, mais saúde física e emocional.

Pensamento molda o destino

Compreenda que cada pensamento molda seu destino. Através do controle de seus pensamentos você controla seu destino. Pode mudar sua atitude perante os acontecimentos. Pode mudar os efeitos do seu karma. Pode parar de sofrer e se tornar mais contente. 
Não se prenda a fatalismo, dizendo que tudo é karma, que é seu destino, que não adianta se esforçar. Isto é uma incompreensão das leis do pensamento. Você criou seu próprio destino pelos seus pensamentos e pelas suas ações. 
Você quer ser mais próspero, saudável, tranqüilo e cheio de entusiasmo? Você quer ajudar os outros? Você aspira experimentar a paz do Ser interior?

Então se deseja alguma dessas coisas, você precisa disciplinar sua mente e escolher pensar positivamente. Pensando, desejando e agindo corretamente poderá se tornar mais feliz. 

Crie o hábito de ser mais alegre

Descubra a alegria nos momentos simples, como ver o pôr-do-sol; caminhar e sentir a beleza da praia; de um parque; das folhas das árvores e flores. Agradeça o dom da visão e sinta como isto alegra você e lhe conecta com a natureza ao seu redor. Perceba o sentimento de alegria que vem de ter terminado uma tarefa, de encontrar um amigo. 
Reconheça alegria em sua vida cotidiana e compartilhe isto com os outros, em seus pensamentos, palavras e ações. Perceba os benefícios para você e para os outros quando você propaga bom humor e alegria ao seu redor. 

Entenda que para sentir alegria interior no planeta Terra você precisa se esforçar. Ela não surge por acaso. Ela é fruto do autocontrole, de uma atitude positiva, do sentimento de gratidão, do correto dever, do entusiasmo, de se encantar com as pequenas coisas da vida, de estar presente no momento presente, de desfrutar sua vida.

Lembre-se de cultivar a alegria. Permita-se alegrar sua vida. Fique em paz!

(Emilce Shrividya Starling)
http://www.yogalakshmi.pro.br
Muita Paz!
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