terça-feira, 19 de julho de 2011

Ataques Espirituais

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Considero que o tema ataque espiritual, obsessão, invasão densa ou interferência energética negativa seja muito importante no contexto geral da evolução humana. Acredito que o ser humano precisa estudar e se dedicar muito para entender os pormenores desse assunto que sempre foi tratado com muito misticismo, medo e acima de tudo, com pouca lucidez e pragmatismo. Eu acho particularmente que sempre que o assunto for ataques espirituais, precisamos ao mesmo tempo sermos profundos, no sentido de estudar e pesquisar com dedicação e também pragmáticos para não mitificar, ou seja, para que não inventemos coisas que não existem.

Não podemos achar culpados!
Para desenvolver melhor o assunto, precisamos refletir um pouco sobre o comportamento natural do ser humano. Estamos evoluindo, já apresentamos grandes melhorias no campo da consciência e do discernimento, mas mesmo assim, sempre que os conflitos surgem, tendemos a encontrar culpados.  Nenhum transtorno em nossas vidas passa ileso, sempre achamos uma vítima e um vilão. Essa é uma característica marcante da personalidade humana ainda contaminada com alguns conceitos falhos. 
E porque precisamos falar sobre essa tendência humana de achar culpados para todos os problemas? 
É simples, porque também gostamos de justificar que grande parte dos problemas que nos acontecem são causados por “ataques espirituais” que recebemos de entidades desencarnadas perversas, empenhadas em nos fazer o mal. 
É importe deixar claro que de maneira alguma estou desconsiderando a existência de tais seres, alguns mais especializados outros menos, no campo da maldade e do vampirismo energético.
Também considero que quando uma entidade entre essas que existem, estiver em ação, realmente pode deixar um rastro de destruição e desequilíbrio impressionantes na vida de uma ou mais pessoas. Entretanto, todos sabemos que “o cachorro só entra na igreja se a porta estiver aberta”, não é mesmo?
O que isso quer dizer?
Que uma interferência espiritual só conseguirá realmente encontrar um caminho para chegar e permanecer na sua vida se o seu padrão energético permitir esse intercâmbio. Não tenho como conceituar obsessão, suas formas e seus tipos em um simples texto, mas com absoluta confiança posso dizer que toda obsessão surge quando há ressonância entre obsessor  e obsediado, porque esse processo obedece a uma lei natural. Fica aqui meu conselho que você procure ler, se informar muito e meditar muito sobre o tema, pois toda dedicação nesse sentido lhe será muito útil.

São vários formas de ataques espirituais
Existem processos obsessivos complexos desenvolvidos através de entidades conhecidas especialistas a serviço do mal? 
Sim, com certeza!
Existem processos obsessivos realizados através de dispositivos chamados de implantes ou chips extrafísicos?
Sim, com certeza!
Existem processos obsessivos complexos, realizados por meio de espíritos regredidos em suas formas, que podem atuar como verdadeiros parasitas na aura humana, promovendo desequilíbrios agudos?
Sim, com certeza!
Existe na subcrosta da Terra uma legião de espíritos malignos, estudando, pesquisando e desenvolvendo constantemente novas possibilidades e tecnologias no campo da obsessão espiritual?
Tudo indica que sim!

Padrão Moral
Qual é o ponto chave que regula as engrenagens desse motor?
O padrão moral do ser humano!
Sim! Sempre foi e sempre será o teor do padrão moral o motivo tanto responsável pela proteção quanto da obsessão espiritual de um indivíduo!
Quando o padrão moral for elevado, e as atitudes da pessoa estiverem condizentes a esse padrão, a proteção será construída naturalmente. Da mesma forma, quando o padrão moral da pessoal não for pautado por princípios e valores elevados, ela estará facilitando a aproximação de ataques obsessivos.

Libertação das influências obsessivas
São vários processos que podem ajudar uma pessoa a se libertar de influências obsessivas de diversas formas, entretanto, essa proteção ou blindagem só poderá ser construída de dentro para fora, com base no padrão moral e nas atitudes condizentes com a verdade Maior.
Se um dia os ataques espirituais surgirem na sua vida - o que pode ser muito provável  - não se desespere e também não assuma a postura de vítima, pois nenhum desses comportamentos será adequado. Se um dia isso acontecer com você, entenda que esse é apenas um sinal indicando que você precisa  fazer uma transformação pessoal e que acima de tudo deve começar a repensar seus valores. Como já falamos, ataques espirituais devem ser combatidos de dentro para fora, com a mudança interna de cada um.
Somos sempre os responsáveis
O assunto é muito sério, é delicado e merece respeito, atenção, cuidado e estudo. Jamais transfira as suas responsabilidades para ninguém. É a pessoa que “atrai” o ataque espiritual, portanto deve ser ela também a responsável por reverter a situação!
Sempre devemos buscar ajuda, pois na maioria dos casos quando esses ataques acontecem nos sentimos frágeis, debilitados e inseguros, sendo assim, o apoio externo pode ser fundamental nesse processo de transformação pessoal que a situação pede. Mesmo assim, temos que saber que a responsabilidade é sempre nossa, porque no momento que obtivermos a retidão de caráter e que vivermos sintonizados com a verdade em todos os atos, nesse momento nossa fortaleza será construída com bases fortes. É uma construção erguida tijolinho por tijolinho, que nesse caso representam os mais simples pensamentos e atitudes que temos no dia
(Bruno Gimenes)

Muita Paz! 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"A distância entre o sonho e a realidade chama-se disciplina." Bernadinho


Em alguns momentos da vida encontramos algumas dificuldades, pois aparecem e ficamos perplexos em certos instantes. Reflitamos sobre o problema nos sentindo meio perdidos na situação, até sem entender nada.
Mas como a lei do universo é perfeita, sentimos forças que vem do nosso interior para seguir adiante nossa caminhada, por vezes um impulso que brota do coração e é claro invade nossa mente. São fontes superiores que fazem com que seguimos nosso caminhar e lutas constantes que aparecem no nosso dia a dia.
A cada amanhecer o sol brilha, ou a chuva cai, ou...., e assim começamos um novo dia, que nos faz seguirmos com nossos objetivos que costumamos traçar em certos momentos de nossa vida. É claro que, quando traçamos objetivos muitas vezes demoramos a alcançar, por vezes mais tempo do que esperamos, ou muito antes do que o esperado. Mas o bom disso tudo é sermos persistentes e seguir adiante, afinal as coisas não acontecem do dia para noite e se assim fosse, que bagunça seria o mundo, se tudo fosse muito rápido.
O dia de amanhã será reflexo do dia de hoje, colherás aquilo que semeias.(Evangelho de Mateus 13. 24 - 30).   A cada um será dado conforme a forma que foi preparada a terra, o tipo de semente utilizada, todos os cuidados na plantação, até chegar a colheita. Processo final, bem ou mal ....
Nem todos os dias nos parecem fáceis, e é claro que por vezes encontramos dificuldades enormes, e nos perguntamos porque estamos passando por tudo isso? Mas é claro que Deus tem plano para nós, afinal ele nos ama e quer o melhor para nós.
Isso é maravilhoso, façamos com alegria e disposição o nosso trabalho, sem fazer críticas a nós e ao próximo, tomando muito cuidado com nossas palavras, afinal não conseguimos reclorer em outro momento, sendo gentís para com quem está do nosso lado no local de trabalho, estudo, família, lazer, ou.... até nos trabalhos voluntários que realizamos, todos sabemos que encontramos pessoas de maneiras diferentes de pensar e agir. Devemos respeitar a todos, entre nossa opinião, a do próximo e a certa, todas podem ser diferentes.
O importante é aproveitar esta caminhada, o seu percurso e fazer o bem à todos que estão a nossa volta, mostrando que estamos no mundo para promover a  paz, união, trabalhando, persistindo para que o nosso mundo seja melhor, sem diferenciar raças, religião, cor, idioma, entre outros preconceitos que infelizmente encontramos ao nosso redor.
Quem sabe começamos a mudar nossos paradigmas, abandonando hábitos que não servem mais e mostramos ao próximo como amar aos irmãos,  faz bem! Comece hoje!!! Não espere para amanhã!! Seja persistente e lute por um mundo melhor, por mais difícel que lhe possa parecer. O sol está ali adiante.                   
Ódio, com amor se paga!
Indiferença, com amor se paga!
Rejeição, com amor se paga!
Inveja, com amor se paga!
Ciúme, com amor se paga!
Paz e bem!! Faça a sua vida melhor.

  Angela Maria Wilges
Muita Paz!

domingo, 17 de julho de 2011

As recaídas!

Quando temos disposição de aprender a melhorar, o universo conspira a nosso favor, porque as leis que o regem, vindas do Criador, estão sempre nos beneficiando; destaco a da afinidade, hoje conhecida como de atração, que nos aproxima de tudo que condiz com o foco para o qual voltamos nosso íntimo.

Descobrir a necessidade de alguma modificação na maneira de ser e agir é sempre um momento alto na vida, se a nossa reação não for a da culpa que amarra ou a do orgulho que cega.

Conseguindo pensar, à luz do Espiritismo, que somos Espíritos imortais, reencarnantes e em evolução, também dotados de livre arbítrio, "cai a ficha" de que é impossível acertar sempre e ter todas as idéias e conceitos equilibrados e amplos. Ao mesmo tempo, vamos entendendo que errar, equivocar-se e ficar com a mente nublada, fazem parte desse processo de aprendizagem, porque quando não se sabe direito e não se tem suficiente experiência, acertar e errar são possibilidades, cada uma com 50% de chance.

A disposição de rever e reciclar pensamentos, sentimentos e atos, quando promovida por essa consciência de si mesmo, transforma-se num grande investimento a próprio favor. E a vida vai trazendo inspirações, livros, conversas, circunstâncias, que se de um lado nos reforçam a disposição, até com sugestões de formas de agir e técnicas psicológicas para alteração de comportamentos e suportação dessa fase transitória, por outro lado, nos coloca testes para verificação do que já aprendemos e do quanto conseguimos conter o costume antigo.

É nessa etapa nos acontecem as recaídas. Aqueles momentos nos testes, em que não conseguindo suportar as pressões internas e externas, retornamos á forma antiga, até porque esta já está corporificada, ou seja, já foi tão utilizada que basta "apertar o botão" e dispara automaticamente seu funcionamento.

Somos condicionáveis, e quanto mais um comportamento mental ou prático é repetido, mais se fixa e vai virando hábito, a não ser quando observamos isso e escolhemos como pensar e agir. Mas para tanto, geralmente precisa-se passar pela dor. Então, depois de doer muito, sentimos a necessidade da modificação e teremos que empreender todo processo de reciclagem e readaptação, descritos até aqui.

As recaídas alem de dolorosas são pedagógicas, porque abrem campo para reavaliarmos os métodos dessa reeducação e o nosso empenho neles, sem o quê nada se consegue.

Obviamente, quanto mais arraigado, mais é difícil alterar-se um hábito, o que pode ser observado pelas muitas recaídas. Nesse caso, entram em jogo as resistências internas, que nada mais são do que preguiça e medo de enfrentar-se e trabalhar-se, com vistas ao novo objetivo.

Um dos convites que as recaídas no trazem, é o da autodisciplinação.

Para muitos essa palavra pode ser sinônimo de algo pesado, imposto e autoritário. Entende-se isso, na medida em que nossa história social está eivada de exemplos desagradáveis. No entanto, pode-se fazer uma releitura conceitual dessa palavra e passar a vê-la como um instrumento que pode ser usado a nosso favor. Pense na disciplina como sendo a inteligência posta a seu serviço. Com ela administramos melhor as dificuldades e os empecilhos, mesmo que internos, ao objetivo firmado de adotar nova conduta em certo aspecto da vida.

Como essa ferramenta pode nos ajudar? Primeiro é preciso definir o que se quer obter. Depois escolher os passos a serem dados, mesmo que se modifique isso depois, vendo que exageramos ou nos subestimamos. Vamos a um exemplo: para não se deixar dominar pela irritação ou provocação, uma pessoa poderá adotar a técnica de contar até dez, antes de responder. Essa é uma disciplinação plausível, ou seja, possível de ser cumprida, sem grandes esforços ou modificações excessivas. Caso a opção fosse de por uma pedra na boca, para dificultar a fala, poderia estar diante da dificuldade de ter a pedra a mãos, quando precisasse. Ou então, teria que se acostumar a tê-la junto de si, o que poderia ser mais complicado para a maioria das pessoas. Seja como for, a partir da decisão, é conversar seriamente consigo mesmo e com seu anjo de guarda, estabelecendo que quer se disciplinar a lembrar dessa atitude toda vez que for posto á prova.

A pessoa que já sofreu bastante, sabe que precisa se ajudar e começa a usar a técnica antes de responder qualquer coisa, mesmo que seja algo inocente e trivial. Por que? Para se disciplinar; para se acostumar a agir assim e não ser pega de surpresa. A repetição dessa conduta fará um condicionamento mental e na hora difícil não será preciso pensar e escolher; agirá naturalmente da forma que adquiriu pela auto-disciplina consciente, e obterá sucesso em seu objetivo.

Aspectos personais ainda infantis, levam muita gente a culpar outrem ou alguma situação, como causa de suas dores. Mas a sociedade já está bastante amadurecida para que um bom contingente de pessoas saiba que tudo que nos cerca, tudo que acontece na nossa presença e tudo que nos acontece, está diretamente ligado ao nosso modo de ser e pensar. São consequências naturais de nós mesmos, nas múltiplas facetas que caracterizam a vida de cada um. Esse enfoque nos direciona para a certeza de que só o trabalho pessoal, em próprio benefício, produz os resultados esperados, em termos de algum auto-domínio ante os desafios e relativa harmonia consigo mesmo. Por isso acostumar-se a alguma disciplina, facilita a vida.

Para os espíritas, esse entendimento se baseia no fato de sermos individualidades, cujo comando vem do próprio arbítrio, mesmo quando consentimos que outros nos dirijam.

Estando com o desafio diante de nós, é como se fossemos chamados á repetição da conduta que já descobrimos ser prejudicial. Semelhante aos antigos LPs, que quando riscados, a agulha sempre caia no sulco feito -e quanto mais fundo, mais difícil dela sair sozinha- nós também, se estivermos muito comprometidos com maneiras de ser prejudiciais, precisaremos de ajuda psicológica, que funcionará como a mão estendida ao que caiu na areia movediça. É ilusão imaginar que, sem um aprendizado novo e sem um bom treinamento nele, conseguiremos, num passe de mágica, aquilo que por várias vezes não temos conseguido. Enquanto desenvolvemos as capacidades de auto-gerenciamento, a ajuda profissional e a espiritual são muito necessárias e bem vindas.

O apoio externo não supre, jamais, nossa necessidade de nos movermos internamente em nosso favor. Por isso, as recaídas precisam ser entendidas como etapas de progresso e sinalizadoras de onde estão as maiores dificuldades. Quais palavras, gestos, situações nos nublam a condição de examinar o assunto e escolher a forma nova que estamos adotando? Que assuntos nos "tiram do sério" e nos remetem instantaneamente á conduta anterior? Quem e como essa pessoa nos impede, verbal, física ou energeticamente, de agirmos como queremos? O que no faz esquecer a disciplina e a técnica adotadas para a auto-superação?

Outra faceta das recaídas aparece quando achamos que já somos vitoriosos e que a tal questão não nos pega mais. Achamos... Mas a recaída acontece, mostrando que quem acha não sabe, só supõe e já se considera vencedor. Porque a verdadeira superação será reconhecida, somente após muitas exposições ao que poderia nos levar ao costume antigo, nas quais nos mantivermos fiéis ao novo comportamento; este agora é a nossa nova forma costumeira de ser/pensar.

O empenho em conhecer-se e reconhecer-se, persistindo depois, nas condutas escolhidas e recicladas, certamente dá bastante trabalho. Mas vale a pena, quando passando pelos testes, nos reconhecemos mudados para melhor e mais donos de nós mesmos. A sensação de auto-realização advinda, permanecerá sempre como uma conquista pessoal, nos alimentando e sustentando para
novas etapas, diante de outros desafios que quereremos enfrentar. 
(www.luzdaserra.com.br)

Muita Paz!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não estamos separados, estamos em sincronicidade!



Criado por Jung, o termo sincronicidade define um princípio de ligação não-causal que liga o mundo psíquico e material. Desde o início de seus trabalhos com os sonhos, Jung percebeu a tendência dos motivos oníricos coincidirem com situações reais, com um significado semelhante ou mesmo com situações reais idênticas. Sincronicidade é a coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de acasos. Havendo, na Sincronicidade, um "conhecimento absoluto" que inclui acontecimentos futuros e distantes no espaço. A sincronicidade não é uma imposição do mundo de fora. A nossa vida é sincrônica em relação a tudo, mas falta a questão da consciência. O universo psíquico não existe sozinho. Sincrônico é algo de dentro colocado no mundo e correspondido pelo mundo. Sentimos prazer quando uma coisa desejada coincide com os acontecimentos de fora.

Quando prestamos atenção aos acontecimentos e colocamos a nossa intenção e intuição em estado de alerta, somos capazes de propiciar sincronicidades. Nós, seres humanos, temos radares com capacidade de ir além da percepção consciente. Basta apenas estarmos sintonizados e faremos acontecer milhões de situações fora de nossa compreensão consciente. Quanto mais se presta atenção, mais essas coincidências são percebidas. Se acontecer uma coincidência infeliz, dá-se o nome de azar. Se acontecer uma coincidência feliz, diz-se ser o máximo da coincidência.

Vamos falar um pouco sobre a teoria dos campos mórficos de Rupert Sheldrake, biólogo, que realizou pesquisas em ilhas monitoradas por câmeras e concluiu sua teoria baseando-se no seguinte acontecimento: após os macacos, de uma determinada ilha, não terem mais as bananas para se alimentarem procuraram incansavelmente por outra fonte de alimento. Até que um deles encontrou ao escavar a terra uma batata-doce. Porém, apesar da fome que esse macaco estava, ele desceu até a água e lavou a batata antes de comer. Em seguida os macacos que estavam ao seu lado fizeram os mesmos movimentos, escavaram a terra até encontrarem uma batata e foram até a água lavá-la antes de comer. Até que atingiram a massa crítica de 100 macacos fazendo o mesmo. O incrível é que após algum tempo toda a ilha repetia o mesmo comportamento, mesmo os macacos que estavam do lado contrário da ilha e que não haviam visto o que aconteceu do outro lado, mostrando claramente uma comunicação subjetiva. Para Sheldrake, "Os campos mórficos explanam como os organismos vivos estão integrados e como as suas diferentes partes trabalham juntas".

Para realizarmos nossos projetos, basta que eles sejam importantes para nós, como no caso de Thomas Edson, contado no artigo "O Segredo do sucesso". É importante que o projeto faça muito sentido para nós, que seja realmente um DESEJO, pois toda vez que encontramos um sentido em algo, o universo conspira a nosso favor. Isso é uma realidade. Quando prestamos atenção nos acontecimentos e colocamos nossas intenção e intuição em estado de alerta, somos capazes de propiciar sincronicidades. A sincronicidade pode acontecer com qualquer pessoa, mas é preciso estar em contato consigo mesmo e com seu interior para conseguir ter a percepção. Somente quando nos mantemos em vigília, isto é, em estado de calma interior, alcançamos esse estado de alerta. Fazendo no mínimo uma meditação de 20 minutos ao dia, daremos o primeiro passo em busca da nossa sintonia com o universo e as "coincidências" começarão a acontecer.

Às vezes, ocorre um fato externo e o significado subjetivo, interior, ocorre em seguida. Situações sincrônicas são recados dos nossos entes queridos diretamente do céu, um toque divino garantindo que não estamos sozinhos. Um fato externo que tenha um significado subjetivo interior pode nos trazer respostas e soluções quando estamos sintonizados com o universo. Ao nos sintonizarmos com o universo podemos aguardar os "sinais" que nos serão enviados por nossos mestres espirituais. Podemos notar a sincronicidade quando pensamos em alguém e essa pessoa aparece ou telefona. Essa sensibilidade pode ser acionada quando precisamos dela. Cada pessoa tem uma capacidade especial. O inconsciente e a necessidade fazem com que as pessoas corram atrás e entrem em um mundo interior repleto de respostas e soluções. Acontecem mil coisas fora da nossa compreensão. Devemos estimular a sincronicidade. Se você é atento, está no mundo da sincronia o tempo todo. Há uma sintonia pulsando entre as coisas.

Acredito que um fato se torna sincrônico quando traz uma emoção e um significado à nossa vida. Um acontecimento sincrônico pode transformar uma pessoa muito racional, que não deixa a emoção brotar, em alguém mais sensível, intuitiva.

(Aparecida Santos) 
 cidapsantos@uol.com.br
Muita Paz!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quem ama tem que ceder. Será?


foto:arquivo pessoal
 
Ceder é o pré-requisito número um para quem quer ter relações afetivas saudáveis, não é mesmo? Para quem apenas deseja viver em harmonia com aqueles que ama, certo? Errado. Explico o porquê.
 
Desde a mais tenra infância, somos levados a acreditar que só seremos amados e reconhecidos se nos comportarmos da forma esperada, adequada. Nossos pais, quando repreendem determinados comportamentos e apreciam outros, vão construindo em nós uma crença muito perigosa e nociva: a de que seremos abandonados e rejeitados se não os agradarmos. Assim, somos ensinados a agir da maneira que eles esperam e, em troca, ganhamos amor e proteção.
 
À medida que vamos crescendo, estendemos esse padrão a todas as nossas relações. Nós aceitamos reprimir nossa essência, nossa energia vital para corresponder às expectativas da sociedade (família, professores etc). É o que chamamos de concessão.
 
Somos os reis e rainhas da concessão. Atire a primeira pedra quem não foi,só para agradar, àquela festa tediosa da família do marido/mulher/namorado/namorada, visitou um parente por obrigação, ouviu aquele amigo/a pela enésima vez sobre suas lamúrias amorosas, acompanhou o cônjuge em um show de uma banda que você detesta, só para citar alguns exemplos.
 
Temos a ideia equivocada que nos comportamos assim porque somos bonzinhos, gentis e educados. O que custa, afinal de contas, fazer uma visitinha ou ir ao um show que detestamos? Custa. E muito! Não nos damos conta que por trás de tanta bondade está nossa necessidade de aprovação e aceitação. O outro, a quem dirigimos nossa concessão, não tem absolutamente nada a ver com nossa ‘generosidade’.
 
Na verdade, terminamos abrindo mão do que é essencial e vital para nós com medo de causar desarmonia e desprazer em nossas relações. Assim, passamos a fazer e dizer coisas contra a nossa natureza, minimizando ou negando nossos reais desejos. Esquecemos que a palavra “não” existe em nosso vocabulário e que ela pode e deve ser dita.
 
O resultado disso tudo, em vez de harmonia, são densentendimentos constantes acompanhados de uma recorrente sensação de frustração e de não apreciação: “eu faço tudo por ele/ela, mas ele/ela não reconhece”, “ele/ela é muito egoísta porque não quer ir comigo à festa”, “não acredito que ele/ela não quer ir comigo à casa da minha mãe, eu sempre faço isso por ele/ela!”.
 
Quando nos sentimos dessa maneira, é porque as cobranças já se incorporaram ao nosso vocabulário emocional e comportamental, pois quem faz concessão automaticamente cobra. O cobrador é aquele que pede de volta aquilo que deu contra sua vontade. E o pior: a pessoa cobrada nem tem consciência dessa ‘dívida’. Afinal, fomos nós quem aceitamos fazer o que não queríamos, não é verdade?
 
Concessão nada tem a ver com flexibilidade, que fique bem claro. Podemos fazer pequenas acomodações para vivermos em harmonia com as pessoas, o que está longe de irmos contra a nossa essência. Sair para comer sushi, em vez de pizza que era o que você gostaria, não é concessão quando se aprecia as duas opções.
 
Portanto, é fundamental que estejamos bastante atentos às concessões. Ceder às exigências de conduta da sociedade só traz prejuízos a nós mesmos e aos que nos rodeiam. Viver em harmonia e com autenticidade tem a ver com assumirmos nossas vontades e necessidades. E isso não implica na mudança do outro, mas na coragem de assumir o que verdadeiramente somos, pensamos e queremos!
(Ana  Maria Lima)

Muita Paz!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Estou sempre no centro da Paz!

www.ptwikipedia.org
É seguro olharmos para o nosso interior. 
À medida que nos aprofundamos, encontramos tesouros cada vez mais maravilhosos.
O mundo exterior não consegue me afetar. 
Estou encarregado de cuidar de meu próprio eu. 
Projeto meu mundo interior, pois é lá que eu crio.
Faço aquilo que é necessário para manter a paz em meu mundo interior, pois essa paz é essencial para minha saúde e bem estar.
Quando eu me interiorizo, encontro esse espaço dentro do meu tranquilo e silencioso ser.
Posso visualizá-lo como uma lagoa serena e profunda, cercada de relva verde e árvores frondosas.
Outros podem estar na desordem e no caos, mas eles não me afetam, pois mentalizo paz pro meu ser.
O Universo é ordem e paz e é ele que reflito em cada momento da minha vida.
As estrelas e planetas não precisam se preocupar ou temer para estarem em suas órbitas.
Da mesma forma, eu não preciso de pensamentos caóticos para viver, pensamentos que em nada contribuem para a perfeição de minha existência.
Escolho expressar a Paz!
E assim é! 
(Louise L. Hay)

O que eu percebo é que em vários momentos na vida tem alguém ou alguma situação que está nos  testando o sentimento de Paz, que está nos questionando, e a partir do momento que tu te torna um mero espectador disto, tu te da conta de que aquilo que certas pessoas ou situações estão te oferecendo, não precisam fazer parte de ti. 
Quando  buscamos o silencio da mente e chegamos ao nosso interior, conhecemos a verdadeira paz e quanto mais praticamos este silencio, não nos envolvendo com os acontecimentos do mundo externo, mais ele (o silencio) se faz presente nas situações que se apresentam pois ele se torna parte de ti, e assim, aprendemos a estar nas situações sem fazer parte dela. Ao meu ver, Isto é  equilibrio. É o autoconhecimento. É o limite de cada um! Aproveitar as oportunidades de crescimento de cada situação da vida, sem um gasto desnecessário de energia! Foco!
Muita Paz!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Onde está sua criança interior?

foto: arquivo pessoal

Percebam que ao passar dos anos, no amadurecimento da vida adulta, vamos nos transformando em cactos. O mundo colorido da criança onde tudo é mágico e possível foi sufocado por um mundo gigantesco, cheio de medos, pânicos, cobranças, responsabilidades e distorções.

Assim, a criança vai se transformando em um cacto. Perdemos a espontaneidade e o cacto começa a guardar as águas (mágoas). A alegria se intimida perante a rigidez e as preocupações. Trocamos a valentia de desbravar o novo com ímpeto e vida, em troca de espinhos que nos protegem e nos isolam. Tudo isso para o cacto sobreviver no deserto quente e seco.
Ás vezes, me pergunto: Do que o mundo precisa?
O mundo precisa é de um abraço sincero, um conversa de peito aberto, um sorriso franco, um olhar direto. E como poderemos ser abraçados e amados cheio de espinhos como um cacto?
O mundo precisa liberar-se se seus espinhos e despertar a criança que reconhece a mãe e lhe dá o carinho e respeito.
Nós não reconhecemos a nossa mãe: a Natureza(mãe de todas as mães, que nutre todos os seres), não reconhecemos a nós mesmos e nem aos nossos irmãos.
É o despertar desta criança que transforma o cacto em árvore. Pois precisamos sim, ser rígidos e firmes nas nossas metas, ter foco para alcançar os nossos objetivos; disciplinar e conduzir essa criança, fonte de criatividade e vida que mora em nós.
Não podemos ser cactos, viver no deserto seco quente e vazio, alimentando esta massa de medo,stress(principalmente ligado ao dinheiro que atinge diretamente as dores na base da coluna), pânico, confusão, doenças e frustrações que sufocam freneticamente a nossa humanidade. E nós não temos noção do quão tóxico isto é para o nosso corpo.
Poderia dizer que a primeira de todas as doenças é a frustação. O espírito sonha, o corpo realiza, e a distorção entre eles é a não realização. Aí, vemos a importância de mantermos esta máquina divina e perfeita chamada corpo em bom funcionamento,pois é ele quem recebe todas estas toxinas, adoece e deixa de realizar.
Então, que possamos transformar os nossos cactos em belas árvores. Nas raízes, a essência da criança, dando-nos força e nutrindo as nossas esperanças e sonhos, nos troncos, a rigidez, a firmeza e a estrutura do adulto, e na copa, a serenidade, a leveza e a sapiência do idoso.Desta maneira, deixamos de ser cactos para sermos a mais divina e sagrada árvore da vida. Sadia e cheia de Fé para dar frutos e realizar a nossa missão de vida, criar a nossa obra divina.
(Renato Giannico)
Muita Paz!
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