terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tese de um Pensador russo!

Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.

Dizia ele: 
"Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".

Assim sendo, ele traçou 19 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interior.
 Ei-las:
1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.
Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpadoou achar que magoou. Querer agradar a todos
é um desgaste enorme.
3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que
nem tudo depende de você.
4) Concentre-se em apenas 
uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam
os seus quadros mentais, você se exaure.
5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual.
Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certa
7) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e
elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
8) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
9) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
10) Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria
identidade.
11) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
12) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente
ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
13) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

14) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente
com esse lixo mental; escute o que falaram bem,  com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

15) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado
e perder o melhor.
16) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
17) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
18) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
19) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:






Você é o que se fizer Ser!

Muita Paz!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Liberando Energias Limitantes!



Temos inúmeras ferramentas que nos conduzem ao caminho do autoconhecimento, onde somos levados a conhecer muitas de nossas verdades ocultas, somos conduzidos a iluminar aspectos de nossa sombra, trazendo à luz de nossa consciência lembranças de vivências passadas, tanto desta como de outras vidas. Quando perseveramos nesse caminho, carregamos a luz de nosso coração que vai iluminando cada recôndito oculto de nosso inconsciente, fazendo com que aquilo que está abrigado pela sombra, se mostre a nós e podemos então, com acolhimento e aceitação, lidar com cada questão de nossa vida e de nossa negatividade, na intenção de deixar que se manifestem, dando a esses aspectos e questões, o continente, apoio e sustentação necessários, para que tudo possa extravasar e se mostrar a nós, para que possamos sentir, ver, experimentar e perceber nossas manifestações mais destrutivas, "sinistras", medrosas, covardes, angustiosas, etc. Sem autojulgamento e autocrítica, e com a postura de um adulto que percebe as falhas da criança, mas a acolhe, a orienta e a educa, assim podemos conduzir todas as nossas forças negativas, para purificá-las e reconvertê-las em sua essência divina, a pura luz. Quando somos capazes de chegar a esse ponto, a energia desses aspectos de nossa negatividade se dissipa, fazendo com que os aspectos em si, tornem-se desnecessários e sem função em nossa vida, e possam deixar de existir. 

Nesta trajetória, cada vez mais nos abrimos para a Luz e para o Amor. Quanto mais estamos conectados com nosso coração, mais somos capazes de mergulhar ainda mais profundamente em nosso inconsciente na busca de mais conteúdos negativos - nossa Alma trouxe uma bagagem cheia de questões e aspectos negativos, suficiente para a vida toda, sempre teremos algo a conhecer e a trabalhar em nós -, quanto mais fazemos isso, mais deparamos com aspectos ainda mais negativos, densos e destrutivos, digamos que nossos piores "monstros" internos estão nas profundezas de nosso inconsciente. Se tentarmos fugir a esse confronto, iluminando só a parte rasa do inconsciente, não conseguiremos a ascensão que tanto buscamos. Digamos que para ascender, temos que "descer" na mesma proporção em nosso inconsciente. Quanto mais mergulhamos em nós, mais conseguimos nos elevar. Esta é apenas uma linguagem para esclarecer o processo, pois não existe "em cima e embaixo", "subir e descer".

Quando compreendemos o processo e paramos de resistir, somos capazes de nos entregarmos à Luz de nosso coração e deixamos que ele nos guie cada vez mais. Neste ponto, já conseguimos relaxar dentro do processo, mesmo que experimentemos sensações, sentimentos e emoções muito conflitantes e desagradáveis, para não dizer, "assustadoras"; isto é possível porque aprendemos a apreciar o processo e saboreamos aventurar-nos para dentro de nós. E assim fazendo, vamos conhecendo mais e mais aspectos que nem sonhávamos existir dentro de nós, e dos quais sempre fugimos quando deparávamos com pessoas que os manifestavam, enquanto as julgávamos, na tentativa de nos convencermos de que não contínhamos esses mesmos aspectos horríveis.

Porém, apesar de toda essa consciência e prazer nas buscas internas e de toda a liberdade que já alcançamos com o processo, que nos levou a novos patamares e novos estados de consciência, em determinado ponto, sentimos que as coisas não estão fluindo, sentimos que estamos estagnados e, o pior, percebemos que continuamos aprisionados nas velhas armadilhas de nossos jogos de manipulações mútuas com as pessoas com quem convivemos. Os mesmos jogos que já havíamos compreendido e solucionado. Percebemos também, que as questões e conteúdos pertinentes a outras vidas, que nos influenciavam nesta vida, que já foram conhecidos, compreendidos, trabalhados e curados, ainda assim continuam a nos influenciar como se ainda estivéssemos nos estágios da inconsciência. Inevitavelmente, nos sentimos incomodados e assustados, pois se já solucionamos e curamos muitas de nossas questões e compreendemos que elas só aconteciam porque precisávamos dessas "provocações" para nos despertar para a nova consciência, não conseguimos entender o motivo dessa sensação de estagnação. Nos sentimos presos, dentro de armadilhas que conhecemos, sabemos como sair e ainda assim, não conseguimos sair delas!

Se não conseguirmos manter a tranqüilidade, seremos levados ao desespero, pois quanto mais conscientes, maior é a auto-exigência. Outra armadilha do ego. Achamos que se já "sabemos tudo" e solucionamos as questões, já tínhamos que estar livres! Não nos conformamos com essa condição de auto-aprisionamento, e isso nos aprisiona mais.

Se nos depararmos nesta condição, a única coisa que deveremos fazer é aceitar, pois não adianta lutar contra algo que está acontecendo. A aceitação promoverá relaxamento e entrega, no sentido de termos condições de conseguirmos elevar nossa consciência para buscarmos as respostas e soluções para isso.

Descobriremos que tudo o que mais desejamos é também o que mais tememos: temos muito medo de recebermos a Luz que nos levará ao amor incondicional. Temos medo do amor. Nossas experiências passadas nos fizeram acreditar que amar é perigoso e que o amor nos trai e machuca. Claro que isto é proveniente de nossas experiências na dualidade, onde não experimentamos o verdadeiro amor. Esta é uma crença que está em nosso inconsciente e se quisermos conhecê-la, para nos libertarmos dela, teremos que ser humildes e corajosos o suficiente para mergulharmos em busca dessa verdade. Assim, entenderemos que nosso ego usa a armadilha de nos manter prisioneiros dos velhos padrões já quebrados e solucionados, na tentativa de nos manter longe da Luz e do Amor.

Apesar de termos solucionado os padrões, o ego mantém a energia-consciência dos padrões e, dentro dessa energia, somos levados a "dançar" conforme sua música, sua força negativa impera sobre nós e se impõe. Então, não há mais problemas e questões, mas sim a memória da energia que era manifestada dentro dos padrões. Para nos libertarmos dessa energia-consciência, primeiro deveremos constatar a verdade: estamos com medo da Luz que nos leva ao Amor. Quando somos honestos a esse ponto, a aceitação desse medo permite que ele se manifeste e mostre sua face. Quando conhecemos e sentimos essa energia do medo a se manifestar, acolhendo-a, ela se libera e se dissipa. Esta liberação nos leva a desejar, com todo o nosso coração, libertar todas as energias-consciência de tudo o que já trabalhamos, de todos os "karmas" solucionados, de todas as feridas curadas. Mesmo sentindo medo, somos capazes de aceitar a Luz e o Amor.



Desejando com todo o nosso coração e com todas as nossas forças, já estaremos libertando toda a energia que nos prende! 
E assim, com calma e tranquilidade, aceitando, perdoando, aceitando ser perdoado, sentindo e reconhecendo verdadeiramente as situações como oportunidades de transformação, estaremos caminhando felizes e em paz!
(Tereza Cristina Pascotto)
Muita Paz!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Vida em Equilíbrio!


Alguns incidentes durante a nossa infância deixam impressões muito profundas. Recordo-me de um programa de televisão exibindo um equilibrista numa corda bamba cruzando as Cataratas do Niágara. Fiquei fascinado com a forma como ele colocava cuidadosamente um pé depois do outro, num estado de concentração total. Às vezes ele parava para se re-equilibrar e reavaliar sua posição. Um pequeno deslize ou leve desequilíbrio e ele poderia ter caído centenas de metros nas turbulentas e brancas águas abaixo de si. Era de tirar o fôlego.

Alguns de nós sentimos que a vida é semelhante. Achar nosso equilíbrio interno enquanto vivemos entre diversos extremos, como o equilibrista na corda bamba, pode ser precário. Pode criar uma enorme tensão. Vivemos num mundo de dualidades e a todo o momento temos de tomar decisões sobre onde ficarmos entre tantos extremos. Eu deveria tolerar a situação em silêncio ou deveria enfrentá-la expressando como realmente me sinto? Será que estou partindo de um ponto de auto-respeito ou simplesmente estou sendo arrogante? Estou sendo egoísta ou sensato ao importar-me com minhas próprias necessidades? Quando devo deixar que as coisas aconteçam e quando devo forçar o que eu desejo?

A filosofia taoísta expressa esses dilemas no seu milenar símbolo “Ying Yang”. Praticamente a todo segundo enfrentamos a dualidade dos opostos. Infelizmente não há nenhuma fórmula para encontrar o equilíbrio certo. Cada situação requer uma mistura diferente de forças aparentemente opostas diametralmente. Algumas situações exigem que sejamos totalmente assertivos e que nos expressemos exatamente como nos sentimos. Outras exigem que deixemos a situação fluir por si, satisfazendo necessidades e desejos dos outros, e ainda, em algumas situações, necessitamos de uma mistura entre essas duas possibilidades. Cada situação depende da nossa habilidade de visualizá-la objetivamente e ter o discernimento sobre o caminho do meio. Em minha experiência, o meio termo, o caminho do meio, supõe achar um ponto de silêncio do qual observo todas as marés de influências e opiniões. Desse ponto vejo com clareza o caminho que preciso seguir.

A maioria de nós acha a vida um malabarismo constante no qual tentamos cumprir muitas responsabilidades diferentes. Primeiramente, para nossa família e amigos – a maioria de nós sente os relacionamentos como a prioridade mais alta. Em segundo lugar, nossas responsabilidades com a carreira escolhida. Em terceiro lugar vêm nossos outros interesses, como serviço comunitário, esportes ou nosso próprio divertimento. Negligenciar um deles pode gerar estresse.

O maior estresse não vem do excesso de trabalho, mas da preocupação de estarmos negligenciando uma área de nossa vida. É de conhecimento geral que “workaholics”, frequentemente brilhantes no seu campo de trabalho, utilizam esse mesmo trabalho para escapar de áreas de suas vidas que acham difíceis. Talvez conflitos em casa, ou até mesmo uma falta de autoestima. Ir para um extremo normalmente é sinal de tentar acobertar uma carência em outra área. Parece que buscamos aquilo em que somos bons, mas muito habilmente criamos nossa vida de modo a evitar o que nos desafia ou que achamos difícil. Um renomado orador público certa vez me disse que tinha muita confiança para enfrentar uma multidão, mas numa conversa face a face freqüentemente se sentia totalmente inadequado, e assim, evitava esse tipo de contato. O resultado, desequilíbrio!

Comecei a praticar meditação quando eu tinha pouco mais de vinte e um anos. Um dos benefícios maravilhosos da meditação que descobri era a arte de me ver objetivamente, como fazendo parte da audiência que assistia meu próprio desempenho no palco. Assistindo-me, pude ver como estava tentando agradar os outros arduamente, comprometendo constantemente o que realmente eu queria ou necessitava. Era mais importante buscar respeito dos outros que de mim mesmo. Resultado... mais desequilíbrio.

Então, tenho responsabilidades sobre mim mesmo, e o que é isso? Quantos de nós alcançam um ponto onde a ansiedade em fazer malabarismos com nossas diversas responsabilidades alcançam extremos.

Frequentemente é nesse momento que reavalio as minhas prioridades. Hugh Mackay, um pesquisador social australiano, descreveu os anos 80 como os "ansiosos anos 80”. Ele observou que muitas pessoas estavam optando por uma "viagem interna"; uma mudança total de atitude onde uma pessoa começa a olhar internamente para solucionar a ansiedade e o extremismo. Culpar os outros ou as situações é o caminho da ilusão. Assumir a responsabilidade de como me sinto é o caminho verdadeiro. Eu não resisto aos desafios que a vida me traz e nem sou subjugado por eles.

Mas como encontrarmos nosso ponto de equilíbrio em cada situação?

Precisamos estar totalmente fora da influência, opiniões e até mesmo percepções passadas e adotar a "visão de helicóptero". Desse ponto, “visto do alto”, podemos ver o quadro inteiro com clareza. Desapego sempre foi a marca dos grandes pensadores, porque apenas quando vemos a situação como um observador desapegado percebemos a verdade real. Caso contrário, nossas emoções, desejos ou apegos cobrem essa clareza de nuvens. O desapego é muito necessário para encontrar o verdadeiro equilíbrio, mas muitos de nós podem tender a sentir isso como algo frio e distante. É por isso que o primeiro e principal equilíbrio é amor e desapego.

Amor é a maior necessidade. Aqueles que sempre expressam o seu amor com uma motivação pura, sempre sentem-se cheios de amor. Mas, para verdadeiramente estar amando, precisamos de desapego. Quando estamos desapegados não ficamos irritados ou afetados pelas ações dos outros, e assim, podemos manter nosso amor. Nosso amor não é condicional às respostas deles. Não estamos comercializando no “negócio de amor” que diz, “Se você fizer isso, só então você receberá meu amor...”

Algumas vezes temos de mostrar apoio e amor total, mas em outras ocasiões temos de dar um apoio oculto, permitindo que o outro se levante com seus próprios pés. Aí nosso desapego toma a forma de respeito em que o outro pode realizar sem nossa ajuda. Ser amoroso e desapegado é como uma proteção de diferentes influências e ambientes em que os humores, imperfeições e percepções dos outros não conseguem perturbar nossa clareza.

A prática da meditação nos leva naturalmente para a ‘visão de helicóptero’. De lá você pode ver o quadro completo e se tornar uma pessoa mais equilibrada. Algumas das áreas nas quais você encontrará equilíbrio são:

Análise e Aceitação

Algumas situações requerem análise clara, mas apenas a análise não finaliza o assunto. A mente fica repetindo os eventos, uma vez, outra e novamente e ficamos tentando manter nossa objetividade. Mas a aceitação pode clarear os sentimentos subjetivos e nos permitir seguir com nossa vida. Aceitação não significa negar ou reprimir, mas é uma profunda sabedoria em perceber que nada mais pode ser feito. Tudo o que podemos fazer é, para o que quer que tenha acontecido, tomar a lição e progredir para o futuro

Humildade e Autoridade

Quando temos auto-respeito, nossas palavras e ações expressam humildade. Algumas pessoas dizem que admiram a humildade, ainda que sintam que pessoas humildes podem se tornar capachos. Mas a verdadeira humildade indica autoridade e uma força suave. Isso é autoridade sobre si mesmo. Não é uma autoridade que impõe controle sobre os outros. A pessoa humilde fala com verdade, mas a sua autoridade não vai ferir o coração de outras pessoas. As pessoas vão admirar a dignidade e a autoconfiança de uma pessoa assim. O equilíbrio entre humildade e autoridade sobre si mesmo é a base de um grande líder.

Satisfação e Ambição

Algumas pessoas nunca estão satisfeitas. Não importa o quanto tenham, sempre querem mais. É um tipo canceroso de falta de paz interior que nunca os permite ficarem quietos desfrutando o presente. Outros parecem não ter nenhuma motivação para melhorar em qualquer nível. Um dos presentes da prática de meditação está em descobrir uma consciência profunda de nosso eu espiritual e nosso relacionamento com Deus.

Isso diminui a ambição por reconhecimento e cria um sentimento de abundância e satisfação. Porém, até mesmo com essa satisfação interna, pode haver ainda a ambição para melhorar nossas próprias vidas e ajudar os outros. Contudo, essa não é uma ambição que busca a aprovação dos outros, mas vem de um interesse genuíno de benevolência.



(Charles Hogg)
Muita Paz!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Reflexão!

 O dono de uma loja estava colocando um anúncio na porta: "Cachorrinhos a venda".
    Esse tipo de anúncio sempre atrai às crianças e logo um menininho apareceu na loja perguntando:

    -"Qual é o preço dos cachorrinhos?"

    O dono respondeu:
    - "Entre R$ 30,00 e R$ 50,00".

    O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:
    - "Só tenho R$ 2,37... posso vê-los?".

    O homem sorriu e assobiou. De trás da loja saiu sua cadela correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando consideravelmente para trás. O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.

    - "O que aconteceu com esse cachorrinho?", perguntou.

    O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida. O menininho se emocionou muito e exclamou:

    - "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!".

    E o homem respondeu:
    - "Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente".

    O menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse:
    - "Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo. Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo".

    O homem respondeu:
    - "Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos".

    O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal. Olhou de novo ao homem e lhe disse:

    - "Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda".

    O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas... sorriu e disse:
    - "Filho, só espero e oro para que cada um destes cachorrinhos tenham um dono como você".

    Na vida não importa como és, mas importa que alguém te aprecie pelo que és, te aceite e te ame incondicionalmente.

                                                                                                                                (autor desconhecido)


Muita Paz!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dirija a sua Vida!



É desgastante, mas inevitável, termos que fazer escolhas constantemente. Não fazê-las já é uma escolha, deste modo fazemos escolhas o tempo todo. Seguir uma rotina, acatar uma determinação, cumprir uma ordem, fazer ou deixar de fazer algo prazeroso, tudo é uma questão de opção, de escolha. Algumas escolhas são óbvias como votar, por exemplo, que apesar de ser um direto, torna-se uma obrigação e para muitos um sacrifício. Deixar de votar causa tantas complicações burocráticas que o melhor a fazer é votar. 
Escolher o candidato e a quem destinar o voto já é outro tipo de escolha, nesse caso, temos muitas coisas em jogo e torna-se importante fazer boas escolhas. Seguir a maioria, votar no mais simpático, no líder das pesquisas ou no candidato que promete soluções milagrosas nem sempre é a melhor opção. A escolha deve ser feita avaliando as condições e os benefícios que a eleição de determinado candidato pode trazer para a comunidade, o estado e o país. Enfim, escolher conforme a consciência, sem pressões, modismos ou influências vale para as eleições, mas principalmente para nossas escolhas diárias.
Fazer as escolhas certas nos deixa feliz, porém nem sempre é possível acertar, então, precisamos aproveitar a má escolha para refletir e aprender. Abdicar de escolher por um trauma de uma opção errada ou por medo é delegar o próprio destino ao outro. A idéia de não fazer escolhas é destrutiva, pois é sempre uma escolha errada. Deste modo, assuma a direção de sua vida e opte por ser feliz para desenvolver-se, crescer e tornar-se um ser humano melhor.
Escolhas felizes são feitas na ausência do medo, por isso, trate de abolir este sentimento e desenvolva a confiança e a fé. Ninguém pode fazer escolhas melhores do que nos mesmos, uma vez que ninguém nos conhece melhor que nos mesmos. Não entregue sua felicidade, alegria, sua oportunidade de aprender, ou seja, a sua vida a absolutamente ninguém. Aconselhe-se se for necessário, reflita, ore, mas faça a sua escolha conforme seu desejo, sua vontade, pois a condução da própria vida é indelegável.
Assim, como não somos donos dos desejos, das vontades e dos sonhos de quem quer que seja, não podemos delegar ou nos eximir das nossas escolhas, tampouco atribuir aos outros as nossas escolhas e ficar cada dia mais distante da própria felicidade. Comece a exercitar as próprias escolhas, a observar quantas pequenas escolhas fazemos todos os dias, em especial àquelas que nos empurram para uma rotina de estresse e sofrimento. Perceba que temos o poder de escolher outra opção, obviamente que para cada opção existe um bônus e um preço a ser pago, mas seja como for à escolha inconsciente geralmente é sempre a mais danosa. Faça escolhas conscientes, remete seu pensamento para o seu intimo e busque sua divindade para sentir a alegria de poder comandar a própria vida. 
Escolha sorrir sempre e perceba o mágico efeito ao seu redor. Escolha ser otimista e veja a vida florir. Escolha o desânimo, o medo, a preocupação e veja os problemas crescerem e se multiplicarem. Escolha ser responsável, forte e confiante e verás que os problemas enfraquecem. Tudo é uma questão de escolha e cada escolha trás sua conseqüência, então, não deixe de experimentar e descobrir o poder de direcionar sua vida perceba que podemos nos aproximar da felicidade pelos próprios esforços. Movimente-se na direção da felicidade, do bem estar familiar, da prosperidade, da saúde física e mental. A escolha é sempre sua, as opções são inúmeras, seja sábio e opte por você.
No entanto, toda a escolha requer esforço, do contrário, não se chega a lugar algum. Não adianta acordar disposto a dirigir a própria vida, optar por ter um dia agradável e não fazer nenhuma mudança comportamental. Não adianta escolher a felicidade e não colocar um sorriso na cara, claro que nem sempre estamos dispostas, solidários e de bom humor, mas se escolhemos mudar e seguir nesta direção, é preciso esforçar-se para agir conforme o desejo e escolha. 
Na correria diária nem sempre estamos dispostos a parar e juntar do chão uma moedinha de cinco centavos, porém se for uma nota de cem reais, não há correia que nos impeça de recolhê-la. Esse é um exemplo de esforço e recompensa e é justamente o que ocorre com as nossas escolhas. Fazendo boas escolhas, todo o esforço será generosamente recompensado. As verdadeiras boas escolhas são as que nos fazem felizes, sem envolver egoísmo, inveja e tantas outras mesquinharias humanas. Às vezes caímos no erro de pensar que as boas escolhas são apenas aquelas que nos facilitam a rotina, o trabalho ou causam um ganho imediato, no entanto são as que nos exijam trabalho e mudanças comportamentais profundas aquelas que trazem os maiores ganhos.
A relatividade das questões que determinam nossas escolhas não permite criticas as escolhas alheias, porém não posso deixar de lamentar a opção de não escolher. Espero que não se omitas de escolher e que suas escolhas sejam conscientes e felizes

(Jair Pauletto)
Muita Paz!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Poder de uma Meta!


Sucesso não é destino, sucesso não é acidente. Se observar as pessoas de sucesso, notará que elas começam com uma meta. Fique alerta. Ao se aventurar no atingimento de uma meta você sofrerá críticas e até rejeição, é preciso firmeza de propósito, caráter, personalidade. Se não quer receber críticas não diga nada, não faça nada, não seja nada.
       Uma meta é algo tão valioso que você não deve responsabilizar outras pessoas pelo não atingimento da mesma. Que infelicidade chegar aos seus 40 ou 50 anos, olhar para trás e dizer : "Queria ter realizado algo valoroso, mas meu chefe não deixou!" O atingimento de uma meta não aceita desculpas. Homens e mulheres são limitados, não por seu lugar de nascimento, nem pela cor da sua pele, mas pelo tamanho da sua meta. O que importa não é de onde você vem, mas para onde você vai.
       É preciso uma estratégia, um plano para se atingir um alvo ou uma meta. Uma boa dica é você descobrir alguém que já tenha feito o que você quer fazer. Convide-o para almoçar, peça ajuda, orientações. Na fase inicial, sucesso está ligado à dor. No meio do caminho é provável que bata um forte desânimo, é previsível. Não se iluda, haverá dias terríveis em sua vida, dias em que nada funciona. Você vai ficar ansioso, perderá o sono, vai suar frio.
       Não desista, isso faz parte de quem aspira a algo superior. Estou certo de que a persistência representa 98% do atingimento de uma meta. Meta exige disciplina. Disciplina pesa quilos. Arrependimento pesa toneladas. Mais do que disciplina o atingimento de uma meta exige renúncia. Existem pessoas que atingem a sua meta e param. Começam a se sentir confortáveis e depois relaxam, acomodam-se, refiro-me à famosa zona de conforto. "O desejo pára com a posse."
       É a hora da conversa interpessoal. A conversa consigo mesmo. Pare, sente-se, fique sozinho e pense na direção em que está indo, e se é para onde quer ir. A melhor maneira de se predizer o futuro é ter uma idéia clara do que está acontecendo com você agora. A coisa mais importante é considerar a coisa mais importante como sendo a coisa mais importante! O que é importante para você no próximo ano? Qual o seu projeto de vida?
Acredite: O mundo abre alas para um ser humano determinado!
(Rogério Caldas)
Muita Paz!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vida Moral predominando sobre a Vida Material



A vaidade é um desejo superlativo de chamar a atenção, ou a presunção de ser aplaudido e reverenciado perante os outros. É a ostentação dos que procuram elogios, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo e não dentro de si mesmo.


Importante não olvidarmos que a vaidade atinge roda e qualquer classe social, desde as paupérrimas até as que atingiram o cume da independência econômica.

Francisco VI, duque de La Rochefoucauld, escritor francês do século XVII, dizia que "ficaríamos envergonhados de nossas melhores ações, se o mundo soubesse o que as motivou".

A afirmativa é válida porque se refere às criaturas que fazem filantropia a fim de alimentar sua vaidade pessoal, impressionando o mundo para que os inclua no rol dos generosos e de grandes altruístas.

O orgulho está incluído entre os tradicionais pecados capitais do catolicismo. Como a vaidade é uma idéia justaposta ao orgulho, ela também se destaca como um dos mais antigos defeitos a serem combatidos na humanidade. No entanto, somente poderemos nos transformar se conseguirmos ver e perceber, em nós mesmos, as raízes da vaidade, visto que negá-la de modo obstinado é ficar estritamente vinculado a ela.
É oportuno dizer que não estamos nos referindo aqui ao esmero na maneira de andar, falar, vestir ou se enfeitar, que, em realidade, são saudáveis e naturais, mas a uma causa mais complexa e profunda. O motivo de nossas análises e observações é o estado íntimo do indivíduo vaidoso, ou seja, o que está por baixo do interesse dessa exibição e dessa necessidade de ser visto, a ponto de falsificar a si mesmo para chamar a atenção.

Na fase infantil, a conduta dos pais e sua filosofia de vida agem sobre as crianças, plasmando-lhes uma nova matriz à sua, já existente, bagagem espiritual. Ao produto de suas vidas passadas é anexada a visão dos adultos, membros de sua família atual. Portanto, através dos pais, verdadeiros "espelhos vivos", as crianças assimilam suas primeiras noções de comportamento e modo de viver.

Filhos de pais orgulhosos podem-se tornar crianças exibicionistas, carregando uma grave dependência psíquica de destaque. Comportam-se para ser socialmente aceitas e para aparentar-se pessoas brilhantes.

Os vaidosos colocam máscaras de criaturas impecáveis e, evidentemente, transmitem aos filhos toda uma forma de pensar e agir alicerçada na preocupação com os rótulos e com a escala de valores pela qual foram moldados.

Outra causa do desenvolvimento da vaidade nas criaturas é a importância desmedida que dão às posses e propriedades. Na atualidade, por menor que seja a classe social em que se encontra constituída uma família, ainda é o dinheiro uma fonte absoluta de poder. Quem ganha mais reivindica no lar a autoridade, a atenção e o amor. A riqueza amoedada é conceituada como um dos instrumentos com o qual podemos manipular as pessoas e nos tornar um ponto de atração. Dessa forma, processa-se na criança uma educação do "tipo inintencional", transmitida pelos adultos de forma involuntária, automática e despercebida, através do somatório dos gestos, das conversas, das atitudes ou dos comportamentos do dia-a-dia.

A presunção leva os indivíduos a se casar não por amor, mas a se unir a alguém que lhes proporcione um melhor "status" social, uma roda de amigos de projeção e um nome importante. Enfim, as uniões matrimoniais acontecem, quase sempre, por interesse pessoal, sem se levarem em conta os reais sentimentos da alma.

A supervalorização social e econômica de determinada profissão ou emprego influencia as escolhas de conformidade com a realização externa, em detrimento das inclinações e vocações internas. Há profissões tradicionalmente ambicionadas, como medicina, engenharia e outras tantas de mais recente valorização nos dias atuais, que os pais almejam para os filhos, tentando assim solucionar suas próprias frustrações e evidenciar sua própria pessoa com o "brilho profissional" de seus familiares. Condicionando-os a viver uma existência estereotipada, justificam-se com a representação de uma dedicação e proteção no ambiente doméstico, quando, na realidade, o que cultivam o "prazer da notoriedade".

Quando o eminente educador Allan Kardec indagou aos Semeadores da Era Nova qual a maneira de extirpar inteiramente do coração humano o egoísmo, fundado no sentimento do interesse pessoal, ele recebeu a seguinte orientação: " ... 0 egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre: suas leis, sua organização social, sua educação. (..)
O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade ... "

A vaidade é filha legítima do egoísmo, pois o vaidoso é um "cego" que somente sabe ver a si próprio. Ora, essa importância ao "sentimento de personalidade", da qual os Espíritos de Escol se reportam, nada mais é do que a vaidade.

Além da educação familiar, os jornais, as revistas, os telejornais - ou seja, a mídia - criam todo um "mercado de personalidades" prósperas, mostrando suas fotos superproduzidas e seu modo de vida na opulência.

Novelas e filmes exibem os padrões a serem atingidos. As criaturas imaturas, que receberam uma educação voltada para esses valores superficiais, tentam se comparar e competir com os modelos da televisão ou com as estrelas e astros do cinema, gastando tempo e energia, porque se esquecem de que são incomparáveis.

As almas não são clichês umas das outras; todos temos características individuais e próprias. Os ingredientes do sucesso do ser humano se encontram em sua intimidade.

Não há razão para nos compararmos com os demais, pois cada indivíduo tem sua razão de ser no Universo. Se a Natureza nos criou para sermos "mangueiras", não devemos querer produzir como as "laranjeiras". Lembremo-nos, contudo, de que, tal como a semente, que contém todos os elementos vitais para a formação de uma árvore, também nós possuímos, em essência, todos os componentes de que necessitamos para ser criativos, originais e bem-sucedidos.

Paulo de Tarso assim se reportava aos moradores da Galácia: "Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo".

À medida que os homens tomarem consciência do seu próprio mundo interior, reconhecerem-se filhos do Poder do Universo e instruírem-se sobre as infinitas possibilidades da vida eterna, deixarão a doentia preocupação com as aparências, a frustração crônica que possuem por imitar os outros e a "atitude de camaleão" que cultivam com uma auto-imagem para agradar o mundo em seu redor.

L.E. - Questão 917: Qual o meio de destruir-se o egoísmo?

"De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre: suas leis, sua organização social sua educação. O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. Destruindo essa importância, ou, pelo menos, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoísmo. (..)"
(Hammed)
Muita Paz!
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