domingo, 20 de novembro de 2011

A dádiva da Vida!



Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem divina.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...

Perdido na névoa densa que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida, tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias, e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça, ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o vôo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho, ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados fazendo e desfazendo-se sobre seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente, e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada da reencarnação, somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres, mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver. 
Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em mensagem do Espírito Stephano,
psicografada por Marie-Chantal Dufour Eisenbach
Muita Paz!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Normose!

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

(Martha Medeiros -05.08.07 - Jornal Zero Hora - Porto Alegre - RS )

Muita Paz!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Viva o nosso Amor!

Sou romântica por convicção e realista por opção. Podemos amar na realidade, se não optarmos por amar o sonho ou a imagem construída de alguém, mas sim Amar o amor, amar por amar, amar o amar. Sou romântica no sentido de que gosto do romance, mesmo que seja num único dia. Sem romance, sem chance. Valorizo, é uma arte. Só podemos vivenciar e fomentar o romance quando não há metas, expectativas a longo prazo. Se espero algo em troca, se espero aquele X resultado, já virou projeto e não mais romance.
Um relacionamento é algo bom, mas NÃO PRECISAMOS mais dele. Você sabe quando a carência não é mais sua companheira quando deixa de esperar ser escolhida pra, então, escolher. O que chega foi atraído por nós mesmos. O que vai acontecer disso? Como saber? Só vivendo.
Pode ser que algo sem pretensões seja tão agradável que se repita até que você queira só aquela pessoa e que ela queira só você (naturalmente, sem construções). Pode ser que aconteça por pouco tempo e o que é pouco, afinal? Pode ser que nunca aconteça. Pode ser que você ache que é o amor da sua vida e ele não queira esse cargo. Tudo pode ser.
Algo vai acontecer? Não sei. Algo o que? Afinal, já não está acontecendo?

Quando você passa horas conversando com alguém, rindo, sem ver a hora passar e, entre uma brincadeira e outra a pessoa lhe faz elogios na medida certa, lhe incitando a pensar "Mas será que ele vai ou não me chamar pra sair?" e, fazendo brotar, sem que você perceba, vontade e sonhos acordada de como seria (ou será). Mesmo que a história imaginada nunca aconteça, já não está acontecendo romance? Esta pessoa já não está lhe fazendo bem?
Acontecer uma relação ou não é um resultado natural da resultante das forças de tensão que acontecem. "Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento.", até que uma força altere o estado inicial de inércia. 

Em analogia, força demais empurra, afasta; é o que acontece quando colocamos ansiedade, expectativas e carência, mesmo sem perceber ou manifestar, na "dança". Se estamos pensando "será que é a pessoa certa?", mesmo que não falemos, acabou, nossa energia já mudou da entrega pra condição e não entendemos porque a pessoa se afasta, às vezes, sem explicação. Simplesmente, não há mais atrativos nem atração.
Se não acontecer, não aconteceu e você continua no fluxo. Porque, mesmo que este algo não tenha acontecido, outro(s) algo(s), muita coisa já aconteceu e já te deixou mais leve, bem humorado e bonito pra o que, de fato, vai acontecer.
Menos metas, mais surpresas. Não estou dizendo que devemos aturar o que não nos faz bem, pelo contrário; mas acho que é preciso tentar. Ser seletivo demais é uma forma bonita de não ser receptivo e isso ecoa restrição, limitação, escassez. 

Às vezes, alguém que não despertou interesse inicialmente vai levando a conversa prum rumo que "já sabemos onde vai dar". Posso estar enganada e não passar da amizade. Bom! Ganhei um amigo. Mas, se estiver certa, por que limitar de início? Por que não deixar acontecer e se permitir mudar de idéia? Talvez seja o homem ou mulher da sua vida. Se o desinteresse permanecer, é só dizer, quando necessário, o que sente com carinho e respeito e você ganha um amigo da mesma forma. De qualquer forma só há risco de ganhar. 

E quantas possibilidades não calculadas acabam se concretizando nesse caminho! A Natureza é abundante e assim são as relações e possibilidades. O que, de fato, energeticamente e magneticamente te preenche, vai causar uma união inevitável, uma coesão, para viabilizar este preenchimento.
Por quanto tempo? Como saber? E pra que saber? Pelo mesmo raciocínio, a união, a coesão dos dois indivíduos vai durar quanto for desejado, necessário e bom pros dois. Terá a abrangência e intensidade que for bom pros dois. Mais: os dois nem saberão como, mesmo, tudo aconteceu.
Isto, claro, se não houver metas nem autolimitação, repressão. Não há tipos de amor, mas sim temperos diferentes para o amor: atração, paixão, etc.
Tudo que eu imaginava ser amor em meu passado não era. Mas o que ficou após o fim dos relacionamentos, sim, isso é amor (compaixão, amizade). Nem por isso foi ruim, foi ótimo, foram anos valiosos. 

Não desejo dizer que se apaixonar é ruim. É ótimo, mas quando acontece e quando recíproco. Se não é o caso, simplesmente não é. Quando amamos integralmente a nós mesmos, cada vez mais itens como ciúmes e posse perdem força, cada vez fica mais comum o amor da atração física temperando o amor mais bonito que existe, a amizade. 

Quando um relacionamento não está acontecendo como desejava ou simplesmente não está acontecendo, o ideal é deslocar ao máximo este amor que sente pelo outro de volta a si mesmo. Claro que, no início, isso será forçado. Nossas dores, medos, carência nos fazem não aceitar aquele fim e resistir a tomar posse do nosso amor de volta. 
Não consigo aceitar que digam: isso é normal, quando ama é assim, é normal sofrer ou ficar ansioso por amor. Ora, se é normal, não pode reclamar de sofrer, sofra com prazer! Viram como parece idiota? Porque não, não é normal. Normal é ser feliz com você primeiro para, aí, sim, ter condição de ser feliz com outrem. Ninguém disse que seria fácil, mas querer estar feliz e não aceitar ser menor que a dor é o primeiro passo.

AMOR AO PORTADOR! É o amor que você carrega em si e por si e vai transbordando pelo caminho, como se fosse uma fonte. Afinal, somos fonte, somos canal da fonte maior. Sem querer encontrar alguém que caiba no seu sonho (parafraseando Cazuza em Blues da Piedade). Basta estarmos soltos, relaxados e nos permitir receber, receber e receber. Qualquer coisa que nossa mente possa imaginar é pouco perto do que a vida tem pra nos oferecer. 
Não limitar, não atrapalhar a Lei de Prosperidade do Universo. Só isso: não atrapalhar.

Na maioria das vezes, achamos que uma pessoa é muito importante em nossa vida, que queremos muito, mas, na maioria das vezes, os sonhos e expectativas que despejamos sobre ela é que são tão importantes pra nós. Quando desapegamos destes sonhos, podemos sentir "pena que não foi como pensei" e ir soltando cada dia mais um pouco aquela idéia e seguir em frente. Afinal é tudo infinito, as possibilidades são infinitas, muitas outras estão por vir, esperando desagarrarmos daquela pra conseguir serem enxergadas por nós. A que, de fato for BOA, não por parâmetros predeterminados, mas porque é prazerosa e, naturalmente, faz os dois se sentirem plenos quando estão juntos, é recíproca, esta relação não precisa ser mantida. Ela se mantém. Aí, então, o relacionamento já é, o que se entitula é só um acordo de boa convivência.
Quando acontecer, aconteceu. Que bom! Mas lembremos: SEM POSSE. O outro continuará sendo portador, talvez passe a ser o único portador daquele amor com aquele tempero, mas nunca dono de nosso amor. Nosso amor é nosso, SEMPRE! E a recíproca é verdadeira.
Amor ao portador. Deixaremos fluir até onde seja bom. Viver é preciso!



(Adriana Mangabeira)
Muita Paz!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Dom de Saber Esperar!

Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranquila e acreditando que iremos conseguir o que queremos, de ser perseverantes, de esperar o momento certo para tomar certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, de saber ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, libertando-se da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar, pois desperta a intuição e traz clareza. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e é saber agir com calma.
            Ufa! Quantas atribuições difíceis para nós aprendermos! São inúmeras qualidades numa simples palavra: paciência. Um dom que poucos de nós têm conseguido conquistar.
            Na verdade tenho refletido que ter paciência é como poder aceitar aquilo que a vida nos oferece, sem menosprezar nada. Um grande desafio, porque somos extremamente controladores em tudo. Queremos que as coisas aconteçam como nós gostaríamos, porém não temos a menor noção do que é realmente relevante para cada momento. Apenas “achamos” que deve ser assim!
            Poucos de nós sabem, por exemplo, agir usando o poder da intuição. E quando pergunto se a intuição já falhou para alguém, até hoje ninguém disse que ela mostrou um caminho errado, pelo contrário, dizem que a intuição nunca erra. Porém ela só desperta para quem tem o mínimo de paciência para ficar em silêncio, tranqüilo e em paz. Embora, nós saibamos de tudo isso, quantos de nós tem praticado? Isso realmente é um dom que pode ser desenvolvido, basta se conhecer e conhecer as limitações que nós temos para poder progredir, avançar e alcançar a tão almejada paciência.
            Primeiro podemos refletir sobre o quanto estamos tendo controle emocional diante dos conflitos que vivenciamos todos os dias. Ao conseguirmos reconhecer o quanto as pessoas “nos tiram do sério”, é possível entender o quanto estamos nos deixando levar por tão pouco. Onde está nosso poder pessoal para perdermos tão facilmente a paz? Isso provavelmente nos levará a ter mais calma para pensar melhor antes de agir, evitando ofender alguém e ser ofendido.
            E se caso errarmos, tolerar o erro. Aceitar que cometemos um ato errôneo, e aprender com o mesmo para não mais cometê-lo. Dar mais atenção a si mesmo, vivenciar mais as experiências e não deixar que elas passem rapidamente, ou em outras palavras, parar de querer ter pressa para resolver tudo e para fazer as coisas. Quase todos os ocidentais têm uma mente tão ambiciosa que é incapaz de ter momentos de relaxamento. Não conseguimos nos oportunizar momentos de calmaria e quando o fazemos nos culpamos.
            Por que querer tudo para ontem? Por que ter que resolver agora? Será que aquilo que viemos protelando deve ou não ser resolvido?
            Para saber o que fazer nesses momentos de dúvida, é preciso aprender a ter paciência. Resolver uma coisa de cada vez para saber qual a melhor decisão a ser tomada. Deixar aflorar mais a intuição, que só é desperta aos que conseguem não pensar em nada. Pois a nossa mente é muito contaminada e para ela nos desviar do caminho mais correto, é bem fácil. Basta pensar em mil coisas ao mesmo tempo e tentar encontrar um resposta nesse turbilhão para ver. Nada vai fluir. Ou melhor, tente fazer inúmeras coisas ao mesmo tempo e veja qual fica pior, porque nenhuma ficará bem feita.
            Fizeram uma pesquisa com especialistas os quais queriam verificar se realizar muitas tarefas ao mesmo tempo era uma especialidade dos jovens de hoje ou não. Aqueles que possuem o hábito de olhar televisão, jogar no computador e “brincar” no telefone ou fazer muitas coisas juntas, tem sérias debilidades neurológicas, entre elas nem preciso dizer que é falta de atenção.
            Outra coisa: ter paciência não é engolir “sapos” e deixar as pessoas fazerem o que querem conosco. É simplesmente aprender a aceitar, compreender melhor os acontecimentos e extrair o aprendizado. Quem acha que tem paciência por ficar quieto e apático não está praticando esse dom consigo, só com os outros, o que não é nem um pouco saudável. Então, reflita como você tem praticado esse dom e mude o que puder e for necessário.
(Catia Bazzan)
Muita Paz!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As Armadilhas do Controle!

Alguma vez, em nossas vidas, nós já tentamos controlar alguém. Isso é inevitável, pois quem nunca aconselhou um amigo para evitar que ele fizesse uma grande bobagem? Dar um conselho, uma ajuda, estender a mão é uma forma leve de controle, pois desejamos que a pessoa tome a decisão que julgamos ser a correta, mas nem sempre é a melhor para ela. Muitos de nós poderemos afirmar que não foi controle, mas sim amor, pois naquele momento estaríamos vendo algo que nosso amigo ou familiar não conseguia perceber, pois estava passando por uma crise. Até aí, tudo bem – quando os sentimentos sublimes estão presentes, podemos ajudar dando opiniões, mas com a condição de somente emitirmos uma opinião quando alguém pede. Só se dá um parecer quando alguém vem até nós e o solicita.
A lei universal do livre arbítrio não permite que controlemos as atitudes dos demais, porque o carma é como uma senha bancária: pessoal e intransferível. Partindo desse pressuposto, muitas vezes as pessoas que mais amamos não enxergam o mesmo que nós e precisam passar por sérias dificuldades para crescerem e evoluírem. Muitas vezes, o sofrimento é o melhor professor, o melhor pedagogo que vai trazer experiência e força para que cada um de nós possa vencer os nossos desafios.
Alguns de nós, que viemos curar arrogância e prepotência, muitas vezes acreditamos saber tudo o que pode acontecer, acreditamos prever algumas situações, e é aí que começa a obsessão de querermos controlar a vida das pessoas que nos rodeiam. E o controle é um sentimento viciante, que nos domina ao ponto de abandonarmos a nossa vida para ficar vivendo a vida dos outros, comportando-nos como os outros, pensando no que os outros estão pensando, enfim, vivendo uma vida que não é a nossa.
Certa vez, em uma terapia, ouvi a frase: “Solte as pessoas!”.
É incrível como essa pequena frase me foi libertadora na época. Soltar as pessoas significa que ninguém depende de você, que cada um é livre para viver a vida do jeito que for melhor para cada um – afinal de contas, se tivéssemos que viver a vida de outra pessoa, teríamos encarnado em outro corpo, e não no nosso.
As pessoas são muito importantes em nosso caminho evolutivo, pois, como já falamos em outro momento, as relações são um grande desafio para todos nós e nos ensinam a evoluir, crescer, amar e perdoar. Entretanto, em primeiríssimo lugar, sempre estamos NÓS.
Então pergunto a você, caro leitor: “Como está a sua relação consigo mesmo? Você tem prestado atenção à sua vida? Tem cuidado dela? Ou está prestando mais atenção na vida das outras pessoas?”
Se você está mais concentrado na vida de outrem, experimente soltá-lo, deixá-lo ir, parar de preocupar-se em moldá-lo do jeito que você acha melhor e amá-lo do jeito que ele é. Assim estaremos experimentando uma das maiores dádivas: o perdão.
O perdão é fundamental em um relacionamento baseado no amor, pois por meio dele aprendemos a aceitar as pessoas que nos rodeiam e até mesmo a aceitarmos as nossas falhas e limitações, e esse sentimento ajuda na construção de nossa fortaleza interior, capaz de vencer as dificuldades.
Patricia Candido
Muita Paz!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Isolamento!

          Gostar de ficar sozinho de vez em quando é muito produtivo para refletir e sentir com o coração no que as opiniões alheias e o mundo estão interferindo em nossas vidas. É um estado produtivo e benéfico para nossa consciência. Pois sem silêncio, fica difícil perceber a própria vida e porque estamos enfrentamos certas situações. Diante disso, precisamos entender que estar sozinho é uma condição, agora ser sozinho é outra.
            Estar sozinho é como aprender a gostar da sua própria companhia. Esses são aqueles momentos os quais nos oportunizamos fazer aquilo que mais amamos: como ler um bom livro, ouvir uma música de nosso agrado, olhar um bom filme... Se não temos esse hábito, não saberemos das nossas necessidades e do que realmente gostamos, pois seremos influenciados por quem nos rodeia o tempo todo.
            Já ser sozinho é quando gostamos de ficar a sós o tempo todo, preferindo não conviver com outras pessoas, principalmente aquelas que fazem parte do nosso cotidiano. Além disso, tendemos constantemente a nos isolarmos não só dos outros indivíduos, mas de nós mesmos, deixando de lado o que realmente importa fazer. Portanto, ser sozinho é viver isolado do mundo e das pessoas, preferindo esse estado, mesmo sem perceber.
            Quem precisa curar este sentimento atrairá situações em que ficará só para resolver tudo; tenderá a carregar muitas responsabilidades para si e terá poucos indivíduos com quem poderá contar ou talvez ninguém; terá poucas amizades; se sentirá só nos relacionamentos, inclusive afetivos e assim por diante.
            Na verdade esses acontecimentos servem para nos mostrar que preferimos não conviver, até com nós mesmos, por isso ficamos mais tempo sozinhos, do que com companhia.
         Outra coisa a qual podemos ressaltar é que por mais que estejamos tentando nos isolar de outras pessoas, estamos focando nelas. O mesmo desprezo que sentimos e que nos leva a ficar distante, também nos faz ficar presos a elas. Vou explicar melhor. Por medo de sofrer, de sentir abandono ou rejeição, por exemplo, ficaremos distantes, porém a distância não impede que pensemos e fiquemos ligados a quem nos “maltrata”. Mais uma vez é importante refletir que ninguém nos maltrata ou nos rejeita, abandona... Somos nós que fizemos isso conosco. O outro ser que faz isso é apenas um reflexo do quanto nós nos isolamos, deixando de acreditar que é possível se relacionar bem consigo, com as metas e com os sonhos.
      A cura deste sentimento requer que avaliemos realmente que tipo de solidão nós enfrentamos: aquela que é benéfica e que nos auxilia e melhora nossa vida como um todo ou aquela que preferimos diariamente estar quieto, só e isolado do mundo que nos rodeia. Caso tenhamos a tendência de nos isolarmos, primeiramente precisamos dar atenção àquilo que está deixado de lado ultimamente. Que projetos íntimos e quais sonhos perderam a força porque deixamos de acreditar em nós? O que estamos deixando de compartilhar com o mundo? Ou melhor, do que você tem se isolado na vida? Reflita e comece a dar mais atenção a si mesmo, aos seus desejos mais profundos que estão escondidos ou guardados... Pare de se isolar de si mesmo!
       Há um momento nas nossas vidas, os quais nós sentimos vazio ou solidão mesmo tendo família e amigos. Por que nos sentimos assim? Deve haver uma explicação. Por que muitas vezes acabamos escolhendo por isso? E pode ser que não venha uma resposta imediata. Caso isso aconteça e não tenha uma explicação convincente, é melhor procurar um terapeuta de regressão confiável, o qual possa auxiliar no descobrimento da causa deste sentimento. Muitos de nós trazemos marcas de um passado em nossos registros akhásicos (registros ou memórias de outras vidas) os quais não tem explicação nesta existência apenas. Sendo assim, é necessário procurar ajuda.
      Para encerrar proponho que comece praticando o “estar só” e procure deixar de “se sentir só”. Goste da sua companhia, não fuja de si mesmo e contemple mais suas conquistas, as quais lhe ajudarão a ter motivos para comemorar as outras que virão.
(Catia Bazzan)
Muita Paz!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O tempo passa ou tem passado por nós?


O que é viver bem, viver feliz? Como estamos vivendo? Temos aproveitado o tempo que passa? Logo cedo levantamos e nem sei se reparamos como está a manhã.
Estamos aproveitando nosso dia ou estamos somente cumprindo uma rotina: aquele trabalho que cansa, aquelas pessoas de sempre, todo dia a mesma coisa? Pode estar tudo ruim, mas o problema pode, também, estar em nós. Fazemos uma lista do que não nos agrada nas nossas atividades. E aí dizemos que o tempo tem passado muito depressa, o semestre já passou, logo o ano termina e não aproveitamos a vida. Porém, não observamos mais a beleza dos dias ensolarados, só reclamamos do calor. Não vemos beleza na brisa, só nos inocomodamos com o vento que desarruma os cabelos. Não vemos a simpatia das pessoas que passam por nós, pois andamos carrancudos, apressados e estressados.
Paramos nos semáforos pensando somente no tempo que não passa, no que ainda temos que fazer ou aonde ainda temos que chegar...
E assim, acabamos por não viver os momentos e nem vemos direito por onde passamos. Viramos seres irritados que pouco sorriem.
O dia pode ser chato ou belo, cansativo ou agradável. Tudo depende da forma como o vemos e o que estamos fazendo, como vemos os dias, a vida ou a nós mesmos. O que estamos fazendo com o tempo que passa? Ele passa ou tem passado por nós simplesmente? Que possamos não somente olhar tudo à nossa volta, mas ver e sentir, e nos alegrar com coisas simples que nos ajudem a ser menos intolerantes, menos irritados e mais bem-humorados. E que, dessa forma, possamos levantar e viver mais
um dia de trabalho, vendo que esse dia será lindo, bom e produtivo, se fizer sol e céu azul ou mesmo que chova e vente, pois tudo tem sua beleza, se soubermos ver.
Assim, aproveitaremos o tempo que temos para vivê-lo melhor, com mais alegria, com mais leveza e muita paz.
(Rita Ribeiro - escritora)
Muita Paz!

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