sexta-feira, 4 de maio de 2012

Exercendo o Desapego!



Texto: Livro: JOGUE 50 COISAS FORA
Gail Blanke (Palestrante Motivacional)

Como saber o que realmente jogar fora? As regras do desapego demosntradas no livro Jogue Fora 50 Coisas são  simples:

1- Se a coisa – o objeto, crença ou convicção, lembrança, trabalho ou até a pessoa – é um peso para você, o deixa imobilizado ou simplesmente faz com que você se sinta mal consigo mesmo, jogue-a fora, dê para alguém, venda, deixe para trás, siga em frente.

2- Se isso simplesmente fica ali, ocupando espaço e não acrescenta nada de positivo a sua vida, jogue fora. Se você não está caminhando para frente, está andando para trás. Jogar fora o que é negativo ajuda a redescobrir o que é positivo.

3- Não torne difícil a decisão de se livrar ou não de alguma coisa. Se tiver que pesar os prós e contras por muito tempo ou ficar angustiado pensando sobre o que é certo, jogue fora.

4- Não tenha medo. Estamos falando sobre a sua vida. A única que você tem de verdade. Você não tem tempo, energia ou espaço para lixo material ou psicológico.

Muita Paz!


quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Lenda dos índios Sioux!




Conta uma lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, um jovem guerreiro, e Nuvem Azul, a filha do cacique, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo...
- Nós nos amamos... e vamos nos casar, disse o jovem. Nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...

Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte... e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.
E tu, Touro Bravo ,continuou o feiticeiro ,deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva.
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.
O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...

- E agora o que faremos? perguntou o jovem

- Agora,disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram as aves... 

A águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. 
Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse:

- Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. 
Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure... voem juntos... mas jamais amarrados.

Muita Paz!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Você pode ir do Fracasso à Luz!




Texto: Zíbia Gasparetto
Durante mais de 60 anos tenho tido contato com pessoas que me escrevem contando seus problemas e pedindo ajuda. Imaginam que por eu ser médium e receber ensinamentos de espíritos iluminados eu seja capaz de dar um jeito de melhorar suas vidas. Essa é uma ilusão que se soma a outras que tenho observado e que acabam subvertendo a ordem das coisas. Sou apenas uma secretária dos espíritos que, compadecidos da nossa ignorância com relação à espiritualidade, se esforçam em nos esclarecer. Despertada pela força dos conhecimentos que eles passaram por meu intermédio, aprendi a viver melhor. Afinal, eles mudaram minha forma de ver a vida.
Entre os ensinamentos estão descobrir como a vida funciona e perceber o que há por atrás dos desafios a serem enfrentados, por mais difíceis que pareçam. Tem mais: sentir a força do nosso espírito, enxergar o que esconde as aparências então se deixar levar pelas ilusões. O mais importante: seja qual for o desafio que tivermos, lembrar sempre que não estamos sozinhos. Ao nosso lado estão espíritos iluminados nos inspirando. Eles são capazes de esclarecer e de nos ajudar a vencer o tempo todo. É preciso saber que a providência divina cuida do nosso progresso, transformando cada erro e cada fracasso em experiências que acrescentam lucidez e sabedoria ao nosso espírito.
Olho em volta e vejo quantas pessoas vivem seu dia a dia distantes dessa realidade. Elas estão mergulhadas numa luta desigual diante da maldade alheia e, pior, julgam-se incapazes frente ao volume dos problemas que têm, esquecidas dos compromissos que assumiram antes de nascer neste mundo. Elas estão enganadas.
Antes de nascer na Terra e enquanto vive no astral, o espírito tem conhecimento de suas necessidades de progresso. Ele sabe que só o bem é real e o resto é ilusão. Sente-se entusiasmado, programa sua volta à Terra disposto a enfrentar seus pontos fracos, disposto a conquistar equilíbrio emocional, a desenvolver seus potenciais, a evoluir no plano terreno. Em resumo, o espírito sabe que é preciso fazer sua parte para poder conquistar o que deseja e, enfim, vencer.
Mas viver na Terra é viver no mundo das experiências, é enfrentar seus medos, desafetos de outros tempos, esquecer temporariamente o passado. Nessa circunstância, o espírito revela o que ele realmente é. Assim, acaba agindo conforme o seu nível espiritual.
Por esse motivo, os entes queridos que vivem no astral e que já estão mais equilibrados ficam ao nosso lado, acompanhando os acontecimentos. Eles fazem o possível para nos encorajar a tomar as atitudes corretas. Além disso, a falange imensa dos espíritos de luz, dedicada ao nosso auxílio, está sempre atenta, aliviando o sofrimento humano.
O mundo está no caos. Espíritos desencarnados em desespero se encontram mergulhados na maldade e sem saber como sair. Não querem ouvir os seres de luz e permanecem poluindo a atmosfera do planeta com suas energias enegrecidas.
É o momento de não entrar nessas ondas de forças negativas e, sim, de acordar de uma vez por todas para o poder da espiritualidade. E, então, descobrir o caminho da luz para poder vencer essas energias terríveis. Até porque, quando enfrentadas do jeito certo, elas desaparecem ao sopro do amor divino e da fé no bem.
A hora é agora! O momento é crucial. Por isso, eu peço a você que reaja. Não se deixe envolver pelas energias negativas. Saia do preconceito, da negação. Não se deixe conduzir pelas opiniões alheias. Use o seu livre-arbítrio. Procure ajuda espiritual, estude os fenômenos da mediunidade, pesquise, comprove, busque a verdade dos fatos. Ela aparecerá na intimidade do seu espírito de forma viva e atuante e ainda abrirá as portas da espiritualidade, descortinando diante dos seus olhos maravilhados as belezas do Universo e a grandiosidade da vida. Chega de sofrer, minha amiga! Conquiste a serenidade de quem sabe das coisas e comece agora a construir uma vida melhor.
Muita Paz!

domingo, 29 de abril de 2012

Livre-se dos Pensamentos Negativos!




Texto: Zíbia Gasparetto
Anos atrás, quando surgiram os primeiros livros de autoajuda valorizando os pensamentos positivos, muitas pessoas os consideravam fantasiosos. No entanto, depois de certo tempo, graças àqueles que não temiam mudanças e ousaram experimentar e obtiveram bons resultados, tais livros foram sendo estudados e se multiplicaram a cada dia. Hoje, o fato é que o preconceito está diminuindo. Principalmente depois que a ciência comprovou, por meio de experiências em laboratório que, durante uma pesquisa, ele se modifica através do observador. As pessoas não são iguais e, conforme a energia de quem observa, o resultado se altera. Ele não é predeterminado.
Nosso pensamento interfere, sim, em nossas vidas. Ele está na base do nosso comportamento e das escolhas que fazemos, de maneira que as crenças que temos determinam nossas atitudes e criam resultados – bons ou maus, é verdade, mas conforme pensamos. Cada pensamento tem o seu conteúdo energético e reflete diretamente nos resultados que colhemos.
Claro que todos nós desejamos ficar bem, vencer nossos desafios, progredir, ter uma vida boa. Apesar disso, dá para notar que muitos não conseguem realizar isso. Se olharmos em volta, poucos são os que vivem satisfeitos, alegres e em paz.
Se esse é o seu caso, leitora, é hora de saber de que maneira está fazendo isso. Sim, porque são os seus pensamentos, sua forma de ver e interpretar a vida, que estão determinando o que lhe acontece. Se você não acredita nisso, faça uma experiência e aprenda como.
Pense que você é um espírito eterno, criado à semelhança de Deus, que tem a energia divina perfeita dentro de você. Só precisa tomar consciência disso para poder utilizá-la em seu benefício. Sinta no coração o que você gostaria de obter para sentir-se realizada. Pense que você pode tudo. Vá para o nível máximo que puder. Acredite que já possui o que deseja.
Depois, concentre-se em sua mente e preste atenção aos pensamentos que surgem. Faça uma lista durante determinado tempo. Certamente, encontrará pensamentos negativos em profusão. Para analisá-los de maneira adequada, você precisa saber como é que sua mente funciona.
A mente é fantasiosa e dificilmente expressa a verdade dos fatos. Pode notar que, quando você se entusiasma com algum projeto, ela sempre enumera todas as possibilidades de fracasso. Você costuma interpretar que ela está protegendo você e mostrando todas as probabilidades reais. Mas a verdade é que ela guarda em seu inconsciente todas as lembranças tristes mal resolvidas de suas vidas passadas ou mesmo da vida atual, que reaparecem para que você possa reavaliá-las, entendêlas e perceber o quanto aprendeu com elas.
Além disso, quando você dá importância aos pensamentos negativos que surgem em sua mente, pode estar sendo envolvida pela sugestão de um espírito perturbador que deseja sugar suas energias. Ou, de outra parte, estar atraindo, por afinidade, pensamentos das pessoas em volta.
Em qualquer desses casos, a energia é desagradável. Você pode sentir arrepios, enjoo, falta de ar, vontade de sair correndo, tontura, tristeza e até um pouco de depressão. Mas o bom é que não precisa ficar com elas, porque elas não pertencem a você. Mantenha distância delas!
Quando se sentir assim, vá para o oposto. Pense que tudo isso faz parte do seu passado e acabou. Agora você pode agir de outra forma e obter novos e melhores resultados. Lembre-se dos bons momentos que já desfrutou, faça alguma coisa que lhe dê prazer. Você merece viver bem e ser feliz.
É hoje que você pode construir seu futuro. Use sua criatividade a seu favor e siga adiante. Não tenha medo de ousar. À medida que for conseguindo seus objetivos de progresso, vai conquistando mais força e confiança.
Mas lembre-se: você só conseguirá chegar a um resultado positivo realmente se fizer a parte que lhe cabe, a parte que lhe foi confiada. É bom saber que a vida só trababalha por mérito. Experimente e verá!
Muita Paz!

sábado, 28 de abril de 2012

A porta ao Lado!




Texto: Dráuzio Varella 

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a
 gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos
 que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos
 mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
 
         E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida  da gente...
 
         É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na
 garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de
 simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua
 vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
 
         Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a
 abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de
 algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
 
         Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos,
 mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
 
         Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para
 eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor
 diferença.
 
         O que não falta neste mundo é gente que se acha o último
 biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca
 ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga 
e não deixam barato.
 
         Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente.
O mundo versus eles.
 
         Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
 É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema
 solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser
 resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido
 de desculpas, um deixar barato.
 
         Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro
 horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou
 perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
 
         Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e
 gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a
 "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.
 
         Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do
 bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros
 dá errado."
 
         Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não
 estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
 Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto,
 sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A "Porta do  lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!


Muita Paz!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aceite seus excessos e faltas!




Texto:: www.entretenimento.br.msn.com/astrologia
Almejamos a perfeição, queremos ser à prova de falhas, desejamos estar certos, optar corretamente e ter as reações mais corretas 100% do tempo. Não aceitamos ser menos que "perfeitos". Seja por autocrítica, ou para mostrar aos outros, ou mesmo, porque é o que nos foi incutido culturalmente desde pequenos.
Agora, quem é perfeito? Quem não falha? Quem está sempre certo? Eu respondo: ninguém!
Não seria mais humanamente possível o conceito de totalidade, no qual nossas características com seus excessos e faltas são aceitas como partes de nós mesmos? Por exemplo, a raiva como sinalizador dos nossos limites, a preocupação como projeção dos nossos desejos e todas essas características e sentimentos que nos mostram onde e quando temos que melhorar.
Por totalidade entende-se que temos o branco e o preto, além de todas as outras cores; o certo e o errado, além de todas as nuances do mais ou menos, dependendo do ponto de vista e da situação.
A palavra chave é aceitar que temos todas essas nuances. Aceitar é acolher sem julgamentos ou crítica. Aceitar não é gostar, e sim acolher a totalidade de nós mesmos.
É difícil, eu sei. É um trabalho para a vida toda, mas garanto que é recompensador.
Aprendendo a aceitar
Precisamos aceitar que temos características que podem se exceder ou faltar em determinadas situações, aceitar que oscilamos. Aceitar que essas características são parte de nós, que o excesso ou falta só mostra onde temos que aprender, melhorar e evoluir. É com essas oscilações que aprendemos a lidar com nós mesmos. Aceitar que sentimos raiva, preocupação, mágoa, tristeza. E isso faz de nós seres únicos e especiais, com toda a diversidade e humanidade que a experiência da vida nos traz.
Entenda: aceitar não é deixar de sentir ou tentar controlar esses sentimentos que chamamos negativos, eles são sentimentos válidos, pois servem para nos guiar, para sinalizar onde estão nossos limites, nossas feridas, nossas fraquezas. Onde exatamente não estamos plenos e satisfeitos ainda. Em qual área da vida não nos sentimos felizes.
Reflita, e se possível, liste os sentimentos e situações que lhe fazem sofrer de alguma forma.
  • Quais são esses sentimentos e situações que você pode melhorar ou lidar para que se tornem menos nocivos?
  • Quais são os sentimentos e situações que você não tem como modificar? Esses temos que aceitar.
Sugiro praticar a Oração da Serenidade: "...dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença".
Não somos perfeitos, mas podemos aceitar nossa complexa totalidade. Oscilando às vezes, mas melhorando sempre.
Muita Paz!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Semeador de Estrelas!




Suely Caldas Schubert - Divaldo Franco

Eu nunca me esquecerei que um dia havia lido num jornal acerca de um suicídio terrível, que me impactou:um homem jogou-se sobre a linha férrea, sob os vagões da locomotiva e foi triturado. E o jornal, com todo o estardalhaço, contava a tragédia, dizendo que aquele era um pai de dez filhos, um operário modesto.
 
Aquilo me impressionou tanto que resolvi orar por esse homem. Tenho uma cadernetinha para anotar nomes de pessoas necessitadas. Eu vou orando por elas e, de vez em quando, digo: se este aqui já evoluiu, vou dar o seu lugar para outro; não posso fazer mais.
 
Assim, coloquei-lhe o nome na minha caderneta de preces especiais - as preces que faço pela madrugada. Da minha janela eu vejo uma estrela e acompanho o seu ciclo; então, fico orando, olhando para ela, conversando. Somos muito amigos, já faz muitos anos. Ela é paciente, sempre aparece no mesmo lugar e desaparece no outro.

Comecei a orar por esse homem desconhecido. Fazia a minha prece, intercedia, dava uma de advogado, e dizia: Meu Jesus, quem se mata (como dizia minha mãe) "não está com o juízo no lugar". Vai ver que ele nem quis se matar; foram as circunstâncias. Orava e pedia, dedicando-lhe mais de cinco minutos (e eu tenho uma fila bem grande), mas esse era especial.
 
Passaram-se quase quinze anos e eu orando por ele diariamente, onde quer que estivesse. Um dia, eu tive um problema que me fez sofrer muito. Nessa noite cheguei à janela para conversar com a minha estrela e não pude orar. Não estava em condições de interceder pelos outros.
 
Encontrava-me com uma grande vontade de chorar; mas, sou muito difícil de fazê-lo por fora, aprendi a chorar por dentro. Fico aflito, experimento a dor, e as lágrimas não saem. (Eu tenho uma grande inveja de quem chora aquelas lágrimas enormes, volumosas, que não consigo verter). Daí a pouco a emoção foi-me tomando e, quando me dei conta, chorava.
 
Nesse ínterim, entrou um Espírito e me perguntou: Por que você está chorando? Ah! Meu irmão - respondi -hoje estou com muita vontade de chorar, porque sofro um problema grave e, como não tenho a quem me queixar, porquanto eu vivo para consolar os outros, não lhes posso contar os meus sofrimentos. Além do mais, não tenho esse direito; aprendi a não reclamar e não me estou queixando.
 
O Espírito retrucou: Divaldo, e seu eu lhe pedir para que você não chore, o que é que você fará? Hoje nem me peça. Porque é o único dia que eu consegui fazê-lo. Deixe-me chorar! Não faça isto, pediu. Se você chorar eu também chorarei muito.
 
Mas por que você vai chorar? perguntei-lhe: Porque eu gosto muito de você. Eu amo muito a você e amo por amor. Como é natural, fiquei muito contente com o que ele me dizia.
 
Você me inspira muita ternura - prosseguiu - e o amo por gratidão. Há muitos anos eu me joguei embaixo das rodas de um trem. E não há como definir a sensação da eterna tragédia. Eu ouvia o trem apitar, via-o crescer ao meu encontro e sentia-lhe as rodas me triturando, sem terminar nunca e sem nunca morrer. Quando acabava de passar, quando eu ia respirar, escutava o apito e começava tudo outra vez, eternamente.
 
Até que um dia escutei alguém chamar pelo meu nome. Fê-lo com tanto amor, que aquilo me aliviou por um segundo, pois o sofrimento logo voltou. Mais tarde, novamente, ouvi alguém chamar por mim. Passei a ter interregnos em que alguém me chamava, eu conseguia respirar, para agüentar aquele morrer que nunca morria e não sei lhe dizer o tempo que passou.
 
Transcorreu muito tempo mesmo, até o momento em que deixei de ouvir o apito do trem, para escutar a pessoa que me chamava. Dei-me conta, então, que a morte não me matara e que alguém pedia a Deus por mim. Lembrei-me de Deus, de minha mãe, que já havia morrido. Comecei a refletir que eu não tinha o direito de ter feito aquilo, passei a ouvir alguém dizendo: "Ele não fez por mal. Ele não quis matar-se." Até que um dia esta força foi tão grande que me atraiu; aí eu vi você nesta janela, chamando por mim.
 
Eu perguntei - continuou o Espírito - quem é? Quem está pedindo a Deus por mim, com tanto carinho, com tanta misericórdia? Mamãe surgiu e esclareceu-me: “É uma alma que ora pelos desgraçados. Comovi-me, chorei muito e a partir daí passei a vir aqui, sempre que você me chamava pelo nome. (Note que eu nunca o vira, face às diferenças vibratórias.)
 
Quando adquiri a consciência total - prosseguiu ele - já se haviam passado mais de catorze anos. Lembrei-me de minha família e fui à minha casa. Encontrei a esposa blasfemando, injuriando-me:
 
"Aquele desgraçado desertou, reduzindo-nos à mais terrível miséria. A minha filha é hoje uma perdida, porque não teve comida e nem paz e foi-se vender para tê-los. Meu filho é um bandido, porque teve um pai egoísta, que se matou para não enfrentar a responsabilidade. Deixando-nos, ele nos reduziu a esse estado."
 
Senti-lhe o ódio terrível. Depois, fui atraído à minha filha, num destes lugares miseráveis, onde ela estava exposta como mercadoria. Fui visitar meu filho na cadeia.
 
Divaldo - falou-me emocionado - aí eu comecei a somar às "dores físicas" a dor moral, dos danos que o meu suicídio trouxe. Porque o suicida não responde só pelo gesto, pelo ato da autodestruição, mas, também, por toda uma onda de efeitos que decorrem do seu ato insensato, sendo tudo isto lançado a seu débito na lei de responsabilidades.
 
Além de você, mais ninguém orava, ninguém tinha dó de mim, só você, um estranho. Então hoje, que você está sofrendo, eu lhe venho pedir: em nome de todos nós, os infelizes, não sofra! Porque se você entristecer, o que será de nós, os que somos permanentemente tristes? Se você agora chora, que será de nós, que estamos aprendendo a sorrir com a sua alegria? Você não tem o direito de sofrer, pelo menos por nós, e por amor a nós, não sofra mais.
 
Aproximou-se, me deu um abraço, encostou a cabeça no meu ombro e chorou demoradamente. Doridamente, ele chorou. Igualmente emocionado, falei-lhe: Perdoe-me, mas eu não esperava comovê-lo.
 
São lágrimas de felicidade. Pela primeira vez, eu sou feliz, porque agora eu me posso reabilitar. Estou aprendendo a consolar alguém. E a primeira pessoa a quem eu consolo é você.

Muita Paz!
 

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