quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Mudando Padrões Negativos.
Texto: Rodrigo Durante
Ao longo de nossas vidas, acumulamos muitos conceitos de como nós e as coisas são, como certas pessoas agem e, assim, vamos escrevendo nossa história, pautados em fatos e interpretações na maioria das vezes baseadas no medo, no sofrimento e nas limitações. Todos temos sonhos e desejos mas ninguém passa a vida sem ter algum frustrado. Isso ocorre pois em nossa cegueira não percebemos que o que queremos às vezes nada têm a ver com nossa essência, com a expressão mais pura de nosso Ser. A maioria de nossos desejos aparecem para tapar algum buraco, satisfazer alguma carência, uma solução alternativa "de fora para dentro" que muito fracamente nos satisfaz, logo precisando de mais alguma coisa que supra esta falta.
Nascemos com alguns aprendizados pré-determinados, pontos de vista, vibrações a desenvolver. Nossos desejos são meramente artifícios para aliviar a falta que estas vibrações nos fazem, para nos manter em uma zona de conforto por um pouco mais de tempo antes de iniciarmos o trabalho que verdadeiramente viemos fazer aqui.
Começamos, então, nosso caminho de autocura pela dor das frustrações, quando já tentamos de tudo, mas, mesmo assim, as coisas continuam do mesmo jeito, as mesmas histórias se repetindo sempre. É assim que desenvolvemos de forma produtiva uma mentalidade de olhar para dentro e buscar aquela ferida onde uma pitada de amor seria o melhor remédio. A ilusão de que a cura virá de fora ainda é muito forte, mas sem o nosso envolvimento, nossa própria mudança e consentimento nada em nossa vida mudará.
A primeira questão a nos direcionar para dentro são nossos relacionamentos, são os melhores espelhos para nos enxergarmos, para nos mostrar onde estamos errando. Todos nossos relacionamentos serão curados a partir de nós mesmos, ou seja, nós temos que mudar para que eles mudem.
As descrições que temos registradas sobre nós mesmos, nossos familiares e afins têm que mudar, pois nós não nos relacionamos com as pessoas, mas sim, com a imagem que fazemos delas. Só mesmo uma pessoa totalmente desperta consegue se relacionar com o que as pessoas realmente são em essência e, em essência, todos são Deus.
Se temos muito fortemente registrado que somos de tal maneira, que os outros são tal maneira, que sempre sofremos tal tipo de coisas, que a vida é de tal maneira e ficamos esperando que todos de uma hora para outra fiquem perfeitos do jeito que sonhamos, isso não irá acontecer e mais uma vez iremos nos frustrar, pois a mudança começa em nós.
Ninguém obtém sucesso em nada na vida sem desenvolver algumas características pessoais, superar medos e bloqueios, aprender a perdoar, desenvolver a coragem e o poder pessoal, a capacidade de ser feliz independente dos fatos, enfim, muitas situações aparecerão para nos tirar de nossa zona de conforto até que aprendamos todas as lições que nós mesmos escolhemos vivenciar antes mesmo de encarnar.
Por isso, nossos relacionamentos mais próximos e todas as dificuldades que passamos com eles são tão abençoadas, pois são nossos maiores aprendizados. Vemos refletidos neles partes nossas muito profundas, o que menos gostamos na gente e o que mais temos dificuldade de enfrentar. Preste atenção como todas as soluções que imaginamos para nossos problemas e irritações são sempre atalhos para nos manter em uma zona de conforto. Dizemos sempre que o outro ou as coisas é que têm que mudar, nós somos sempre os certos da estória. O medo de olhar para dentro é grande, a vaidade e o orgulho sempre colocarão a culpa no outro.
Nossas preocupações e ansiedade também são muito grandes para atingirmos certo objetivo, o que também acaba dificultando de enxergarmos as coisas como elas realmente são. Entendam que aquilo que queremos chegará até nós, mas talvez não da forma que imaginamos. Não sem antes nos tirar de nossa zona de conforto e nos forçar aprender mais sobre nós mesmos, a fazer-nos crescer e nos fortalecer, a nos amarmos e nos aceitarmos incondicionalmente.
Praticamente todos os grandes problemas que nos afligem atualmente têm a ver com nossa autoimagem, amor próprio, o valor que damos a nós mesmos. Com comportamentos que nos condicionamos a ter para conseguir das pessoas o amor e o valor que ainda estamos aprendendo a nos atribuir. Sentimo-nos ainda inferiores, incompletos, acreditamos que precisamos fazer algo para sermos queridos, nos comportarmos de tal maneira que seja aceitável, trabalhar feito loucos em algo por suas recompensas, falar e nos expressar como acreditamos que vão gostar.
Sem perceber o desalinhamento que isto nos causa, energeticamente criamos máscaras, personagens que incorporamos para agradar ao mundo, nos protegermos ou conquistar o que queremos. Estas máscaras ganham tanta força que em determinado momento não as percebemos mais, achamos que somos nós mesmos. Criam-se desde nosso chakra frontal causando sérios incômodos na cabeça e se alimentam por laços do segundo e terceiro chakras já construídos sob esta energia de pouco amor próprio e pouca autovalorização.
Isso já trazemos de outras vidas, mas nesta se refletiu atraindo de nossos pais e relacionamentos próximos comportamentos que nos fizeram manifestar este "desamor próprio" novamente. Sempre tivemos que fazer algo ou nos comportar de tal maneira para conseguir o amor dos pais. Tínhamos que sorrir, ser educados, comportados, tirar notas altas, ser magros e santos para ganharmos recompensas, que muitas vezes eram materiais quando só precisávamos de um carinho e aceitação.
Tudo isso são feridas de nossa criança interior. Muitas feridas fazem nossos personagens buscarem fora o que não damos para nós mesmos. A cura disso, juntamente com toda ajuda que conseguirmos, é um processo pessoal, devemos buscar conscientemente enxergar nossas qualidades únicas e nos amar do jeito que somos. Sem comparações ou modelos de perfeição herdados, impostos ou autoimpostos. Quanto mais nos amamos mais os outros nos amam. Quanto mais nos respeitamos mais os outros nos respeitam. Quanto mais nos valorizamos mais coisas boas atraímos para nossa vida.
E o que realmente precisamos em nossa vida é Amor. E quando as feridas, crenças, imagens e rótulos negativos que criamos forem substituídas por esse Amor, nosso mundo se transformará.
Certamente, no caminho para nos libertarmos das ilusões de nossos personagens e nos realinharmos a nossa essência encontramos muitas dores, feridas e bloqueios profundos, crenças, imagens e conceitos envolvidos. Mas não há outra alternativa senão o nosso envolvimento consciente e o compromisso com nós mesmos. Procurar em nós mesmos a resposta para o que nos incomoda, pois tudo o que passamos no externo é um reflexo do interno.
Os resultados que obtemos só dependem da nossa própria mudança. No caminho, busquemos a paz. Busquemos abrir mão de crenças fixas a respeito de como a vida e as pessoas são. Deixemos a luz entrar e nos mostrar onde estamos agindo em desacordo com nossa própria essência. Estejamos abertos a aceitar nossas falhas e dispostos a colocar amor onde antes só haviam sombras. Vocês vão sentir a diferença, não tem como não sentir, pois quando nós mudamos, a vida nos acompanha.
Muita Paz!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Ciúme, o inferno do pseudo-amor possessivo!
Texto: Luís Vasoncelos
Todo(a) ciumento(a) afasta, invalida e projeta sobre o outro suas próprias negatividades. Não demora, o outro começa a pensar em se livrar, em se separar e foi o ciumento que, com suas ações, acabou antecipando ou precipitando isto.
O(A) ciumento(a) não é consciente nem parece entender que exatamente aquilo que ele(a) afirma ser o seu maior medo (o do abandono, o de ser trocado por outra pessoa) constitui exatamente o resultado natural de suas próprias ações sobre o outro.
O ciumento típico costuma atribuir ao companheiro o seu persistente sentimento de perda, sua permanente ameaça de rejeição; no entanto, o ciumento é muito mais um rejeitador do que um rejeitado. Ele se antecipa, atuando como rejeitado antes que a possível rejeição aconteça, de modo que, se ela acontecer, ele não seja pego de surpresa, pois está preparado para a rejeição (pelo seu pensamento e sentimento negativos, pelo seu senso de ameaça que nunca descansa) já que, todo o tempo, ele espera por ela, imagina a rejeição... Não é à toa que o ciumento acredita que faz todo o esforço para evitá-la.
O ciumento tem que perceber e admitir que depois que ele entra em um transe de ciúme, ele não é mais dono de si, não controla sua imaginação nem suas emoções e não é mais capaz de nada parecido com uma ação racional. O ciumento encontra-se possuído por forças inconscientes durante a crise. Isso precisa ser admitido antes que qualquer outra possibilidade de entendimento (de si mesmo) possa ocorrer. Este é o ponto de partida e o principal conhecimento de que um ciumento necessita: o do esclarecimento do teor e do sentido de suas crises. Geralmente, a ajuda especializada de um psicólogo é o único caminho de saída.
Vamos refletir juntos e tentar ajudar: paradoxalmente, o(a) ciumento(a), durante seus transes, empurra o(a) companheiro(a) para longe de si, afasta, desconfia, invalida, desconsidera os argumentos do companheiro(a) quando alguém lhe diz que está louco ou que vive imaginando coisas...
Isto acontece porque, para o ciumento, as "fantasias negativas de rejeição" são realidades aguardando a validação dos fatos vividos. Ou seja, ele já vive rejeitado, aguardando que os fatos vividos comprovem esta realidade, na qual ele vive. Ele se sente como um investigador policial em busca de fatos comprobatórios, mas lhe escapa a parte emocional e inconsciente, que demonstra de modo claro e límpido o evidente preconceito nutrido em seu íntimo.
Possuído pelo viés negativo inconsciente, ele transforma em culpado aquele que ele investiga, antes mesmo de qualquer evidência. Ele sofre e faz com que seu companheiro sofra, mas não consegue ver em seus atos, pensamentos, sentimentos e expectativas negativas, a razão ou o motivo de seu sofrimento.
Esta inconsciência de sua realidade psicológica já levou pro abismo muitos ciumentos que, em seus relacionamentos, de outro modo, poderiam produzir resultados melhores, fazendo frutificar estas relações ao invés de torná-las estéreis e negativas.
Um ciumento típico trabalha para o próprio fracasso muito mais do que ele ou ela é capaz de admitir, mas isto nem de longe modifica os fatos vividos. Para sua própria infelicidade, o aspecto destrutivo, existente no íntimo do ciumento, é tornado inconsciente e obscurecido pelo fato de que, para este, o problema encontra-se NO OUTRO, que não é digno de confiança:
Ele(a) diz: "Ninguém é confiável, só os ingênuos se arriscam a confiar em alguém!"
Em verdade, um ciumento típico não conhece algo que mereça o nome de "confiança", sentimento este que constitui uma espécie de aposta do Ser, que a entrega ao outro, sem qualquer possibilidade de confirmação ou certeza. Costumo dizer que se alguém entrega "confiança", o outro pode ser neutro, atrapalhar ou ajudar, mas não depende do outro, a energia que sustenta uma "confiança," que é positiva, vibrante e se assemelha com sentir esperança, fé, imaginando o melhor e desejando o melhor.
Vamos ensaiar uma descrição resumida sobre o processo que se passa no íntimo do ciumento dominado pelo seu medo de perder e desgastando-se na tentativa de controlar a vida do outro:
- O medo de perder o companheiro o leva ao controle e à vigilância e às medidas de defesa contra a liberdade do outro;
- A liberdade do outro se torna a maior ameaça ao sucesso no controle, então, a liberdade do outro tem que ser suprimida;
- Depois de suprimida a liberdade do outro, sobra a conclusão de que somente a submissão dele garantirá o controle;
- A submissão do outro nunca é completa; então, fica a desconfiança de que sempre que puder ele fugirá ao controle e à vigilância;
- Daí, realinham-se os propósitos iniciais e o controle passa a ser necessário sobre os mínimos atos e momentos do outro, de modo a conseguir a certeza do resultado: o outro não se afastará, não será perdido, não me abandonará, não me trocará por outra pessoa melhor que eu!!!
O ciumento vive inconsciente do fato de que ele mesmo afasta o outro, separa o outro, pois quase nunca foi, de fato, capaz de real proximidade e amor, descontando-se claro a fase inicial da conquista. A ressonância, se existiu na fase inicial do relacionamento, criava uma atmosfera emocional e sentimental que, como energia, construía alguma "confiança" e trazia alguma tranquilidade.
Devido aos primeiros conflitos de opiniões ou pontos de vista, devido às primeiras brigas e questionamentos, a pseudoconfiança é aos poucos substituída pela desconfiança que sempre existiu, mas estava dormente, residual, aguardando uma oportunidade de se oferecer.
Geralmente, existiu alguma situação específica que fez ou faz o sentimento da desconfiança acordar; contudo, nada obrigou ou obriga que ele persista e não desapareça nunca mais. Uma vez que algo acabe convencendo o ciumento de que ele está ameaçado de perder o companheiro, surge a necessidade do agir perante o persistente perigo, o que leva ao controle e às vezes à exigência da obrigatoriedade da presença do outro em todos os momentos e, quando isso não é possível, daí os mecanismos de controle da liberdade do outro tomam a forma de constantes telefonemas, investigações na bolsa ou carteira, leitura das mensagens armazenadas nos celulares, emails e assim por diante.
O ciumento imagina que o outro não sabe que tudo isso é jogo e que tudo isso não representa uma real preocupação amorosa com o companheiro de relação e, sim, um pesado fardo de desconfiança e controle, sempre cheio de ansiedade e vazio.
Naturalmente, o companheiro aceita o jogo, pois desequilibrar o ciumento é querer que o inferno se instale na relação. Qualquer pessoa inteligente, nesta hora, evitaria o inferno, mas é assim que o ciumento acaba instalando no companheiro um sensor de movimentos e de atividades pessoais: o ciumento consegue isso através de ameaças de que entrará em crise e que a relação se tornará infernal, ao que o companheiro reage reduzindo sua liberdade e tentando mostrar-se confiável, com evitações e cuidados dos mais variados tipos, tentando também controlar a crise infernal de ciúmes do outro e, então, finge pra si mesmo, que conseguiu alguma paz, como se o inferno já não estivesse acontecendo defronte seus olhos... podendo mostrar-se de novo a qualquer momento...
Enquanto se evita a crise de insegurança do ciumento, o problema permanece intocado; no entanto, infelizmente, de nada serve que o companheiro do ciumento faça todo tipo de esforço e pague com sua própria liberdade, pois o problema do ciumento (e sua desconfiança) permanece exatamente o mesmo, intocado, pronto para ser repetido, seus mecanismos de controle, suas cenas de emoções negativas e tudo o mais que constitui aqui o que chamo de inferno do pseudo-amor possessivo.
O companheiro do ciumento faria grande favor a ele se agisse de modo livre e não se preocupasse com o que o outro pensa, já que ele pensa sempre coisas negativas e não tem o menor respeito pela alteridade e sinceridade do outro. Não compactuar com o ciumento é, em verdade, a única chance de ajudá-lo.
Dar testemunho de si mesmo, fazer relatórios verificáveis sobre onde esteve e com quem esteve só deveria servir para a descoberta de que o ciumento vive muito sozinho, pois o testemunho do outro nunca tem valor, o outro não é ouvido e seus testemunhos são sempre recebidos como atitudes e expressões de alguém muito suspeito, não importando se o parceiro é ou não é merecedor disto. Um ciumento típico invalidade o testemunho do outro insistentemente.
Quando alguém aceita ser possuído por outra pessoa e abdica de seus direitos humanos e à liberdade de movimento, de ação e de expressão então, é claro, estará tudo em paz a partir deste ponto. Lamento dizer que a chance disso funcionar é de 0%.
Um ciumento típico precisa de ajuda especializada e alguém envolvido emocionalmente com ele, é muito provável, não servirá de ajuda ou mesmo pode dificultar ainda mais a situação, que já é bastante confusa, conforme me esforcei em descrever aqui.
Muita Paz
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Irritação e impaciência? Um dia de cada um!
Texto : Rosana Braga
Todos nós temos dias difíceis, em que nos sentimos sem paciência e irritados. Por isso, diria que a irritação e a impaciência, quando ocasionais ou decorrentes de alguma fase complicada da vida, não é exatamente um problema. Talvez um alerta, um aviso de que a vida pode ser bem mais fácil se conseguirmos manter a calma e administrar melhor nossos impulsos.
Caso contrário, aqueles que vivem à beira de um ataque de nervos, tendem a repelir as pessoas e até a perder o contato com amigos e entes queridos. Afinal, são raros os que toleram por muito tempo e de forma espontânea pessoas mal humoradas, reclamonas, grosseiras e intolerantes. É realmente uma convivência desgastante.
Excessos à parte, penso que nos relacionamentos, o problema começa quando os dois estão sempre irritados e sem paciência ao mesmo tempo, nos mesmos dias. Ou seja, quando um não consegue manter o equilíbrio diante do desequilíbrio do outro. Mais ou menos assim: um não acorda bem. Está visivelmente irritado e mal humorado. O outro, se não estiver atento e consciente, tende a se deixar contaminar e, sem se dar conta, fica irritado e mal humorado também.
Nem sabe por que. Ou talvez justifique seus sentimentos dizendo que foi o outro quem provocou. Mas isso não é exatamente uma verdade. Em última instância, cada um é responsável por seus próprios sentimentos. E quando nos observamos e refletimos sobre o que estamos sentindo, conseguimos perceber o que é nosso e o que não é. Conseguimos recuperar a noção de nossa realidade e lidar melhor com o que sentimos, como sentimos e por que sentimos.
Um dos grandes trunfos que você pode desenvolver no seu relacionamento é aprender a dar espaço ao outro e reconhecer que hoje não está sendo um dia fácil para ele. Neste dia, dê um crédito ao seu par. Decida fazer o contraponto e manter a calma. Decida-se por não se misturar com o que incomoda, com o que desestabiliza. Decida-se por se manter atento a si mesmo, ao que pensa, ao que fala e ao que sente. Mas, principalmente, ao que faz.
A ideia é que os dias fáceis sejam compartilhados e multiplicados, mas os dias difíceis sejam divididos. Um dia de cada um. Uma espécie de pacto da paz. Evitar, ao máximo, ficarem irritados e impacientes ao mesmo tempo. Quando um está sem paciência, o outro releva, compreende e dá um tempo até que os ânimos de acalmem.
Assim, como um time, em nome do amor e da boa convivência, maduros e conscientes, torna-se bem mais prazeroso se relacionar. E quando não for possível, tudo bem. Só a tentativa de dar um crédito ao outro no seu 'bad day' e a consideração de que existe essa possibilidade já pode fazer uma grande diferença. E de crédito em crédito, vocês só têm a ganhar!
Muita Paz!
domingo, 21 de julho de 2013
A Era da Fascinação!
Texto: Patrícia Candido.
Atualmente chega a ser cômico o nível de ilusão e fascinação onde a maioria das pessoas embarca, simplesmente por falta de discernimento, por comodismo ou por falta de opção .
A evolução tecnológica e digital está transformando drasticamente nosso “modus vivendi”, fazendo com que nossa alma também se transforme, desenvolvendo gosto pelo efêmero e pelo instantâneo.
De acordo com os sagrados escritos de Alice Bailey, podemos chamar de fascinado aquele ser completamente reativo e guiado pelo fluxo emocional. A fascinação impede que a pessoa enxergue a vida e as condições circundantes como elas realmente são, faltando clareza e objetividade.
O fascinado só reage.
Acontece uma coisa boa ele fica bem.
Acontece um fato ruim, ele fica mal.
É um espectador da vida, não consegue ser o protagonista de seu próprio viver, pois prefere aproveitar o que já está pronto e imitar, copiar o que já foi feito. Como se deixa levar apenas pelas emoções, é infantil em seu raciocínio e dificilmente possui atos de pioneirismo e contribuição para o mundo com projetos elevados que possam transformar uma realidade, mesmo que pequena.
O fascinado é birrento, visceral, passivo-agressivo, tem dificuldades em sua capacidade de generalização e na maioria das vezes é oportunista e capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos. Muitas vezes o fascinado almeja a fama, mas só se ela vier sem nenhum esforço.
Normalmente o fascinado utiliza termos como “causei”, sou “top”, vou “arrasar”; todos esses termos para instantaneamente suprirem um vazio existencial causado pelo vazio mental, ou seja, da falta de informação e de conhecimento.
Você deve agora estar se perguntando:
- Será que sou um fascinado?
Lamento em ter que dar essa resposta, mas é sim. Não sei se muito ou pouco, mas é.
Todos nós somos fascinados em algum nível e por isso estamos aqui na Terra, para curar essa fascinação, essa ilusão de acreditarmos que somos o corpo físico e esse culto à perfeição material que temos desenvolvido principalmente ao longo dos últimos anos.
Antigamente percebíamos uma certa timidez nas pessoas, e hoje, ao menos aqui no Brasil, com as provocações da mídia percebemos uma ridicularização do ser humano promovida por uma sociedade carente de princípios e valores morais, que acredita que qualquer coisa pode ser comprada: desde um cabelo perfeito, um corpo perfeito, até um diploma universitário.
Índole, caráter, princípios, educação e gentileza não estão a venda em farmácias e clínicas estéticas. Classe e elegância também não. E quando falo aqui de classe e elegância, são aquelas que residem em um “bom dia” bem humorado, na humildade de um sorriso gentil ou na contemplação de uma flor. A natureza é elegante, o Criador também. E a que ponto estamos distantes da energia Criadora, para acreditar que podemos ser quem nós não somos?
Um procedimento cirúrgico, que por exemplo, auxilia a pessoa a manter sua autoestima elevada e que a faça sentir-se bem é uma coisa. O exagero, que torna a pessoa viciada nesses procedimentos, é outra coisa, bem diferente, e pode viciar.
Qualquer sentimento, emoção, pessoa ou coisa que lhe escraviza, é um vício. Desde chocolate, coca-cola, doces, raiva, stress, hipersexualidade, internet ou drogas, qualquer coisa que lhe trouxer uma relação de dependência e aprisionamento, é um vício, que se dá pelo descontrole emocional do fascinado. Algumas pessoas até usam essa expressão “sou fascinado por chocolate, sou fascinado por internet” etc.
Hoje vemos pessoas dispostas a verdadeiras barbaridades para aparecer em uma capa de revista ou em um programa de TV. E elas dizem que batalharam muito para chegarem até ali. Mas de qual tipo de batalha estamos falando? Com qual propósito? Com qual visão, missão, valores? Isso é fascínio. Nesse caso, temos um bom exemplo de fascinação: pessoas que estão dispostas a qualquer coisa para atingir certo patamar de fama.
Os fascínios podem dar-se em vários níveis, existem centenas, mas vamos citar abaixo apenas os mais comuns, para que você possa fazer uma autoanálise
Egocentrismo, poder pessoal; isolamento, solidão e afastamento; Impor a própria vontade sobre pessoas e grupos; popularidade; autopiedade; estar muito ocupado; maquinação; manipulação dissimulada e contínua; considerar-se importante, do ponto de vista do saber e da eficiência; excesso de conforto e satisfação pessoal; guerra; percepção psíquica em vez da intuição; materialidade e ênfase na forma; intelecto; segurança; sentimentalismo; visão estreita; fanatismo.
Como mudar? Use seu filtro interno, você possui o conhecimento do bem e do mal, do certo e do errado e possui todos os instrumentos para se libertar desse aprisionamento da fascinação.
Procure aconselhamento, livros, terapias, yoga, pessoas com quem você tenha afinidade e um novo mundo se descortinará para você.
Você experimentará momentos felizes de plenitude e consciência que lhe levarão a um caminho de evolução espiritual constante.
Mãos a obra!
Dê-se a chance de experimentar o novo!
Muita Paz!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Vencer a Rotina Mecânica Gera um Magnetismo Positivo.
Texto de Carlos Cardoso Aveline, retirado do site Filosofia Esotérica.
Há nos cidadãos modernos um déficit de vontade individual. É provável que nenhum indivíduo do mundo atual escape inteiramente deste aspecto do carma coletivo.
Os fatores determinantes desse problema são vários. A política econômica dominante busca transformar o indivíduo em um consumidor passivo e destituído de força própria. A política teológica das igrejas trata de transformá-lo em um crente cego e igualmente sem vontade. Para a mídia, ele é um mero consumidor de informações e de entretenimento. A medicina atual o transforma em um comprador de remédios e alguém que se submete a este ou aquele tratamento, ao invés de ensinar-lhe desde o início a ter uma vida saudável e a produzir e preservar o seu próprio bem-estar e sua saúde. Tudo isso alimenta a preguiça mental e emocional.
Quando se tem a intenção de vencer o variado processo de coisificação da vida humana, é necessário fazer um esforço definido. Despertar interiormente significa ir contra a corrente comum que avança águas abaixo. O ato de romper a rotina automática da vida faz com que o indivíduo crie uma força de vontade firme e produza um magnetismo próprio. O teosofista pode romper a rotina, por exemplo, ao dedicar todos os dias um determinado tempo da sua vida a conhecer melhor o que é eterno.
Um estudo regular de filosofia, e uma meditação diária em um canto da casa que seja reservado para isso, são práticas que fortalecem a vontade através da autodisciplina. Mas é preciso lembrar que o progresso espiritual nunca é algo assegurado. Mesmo que alguém já tenha vários anos de prática, cada dia será sempre, de certo modo, o primeiro dia de esforço. A experiência acumulada não é garantia de coisa alguma. A vigilância é sempre igualmente necessária. Ninguém está acima de testes.Quanto mais se avança, mais duras, mais sagradas – e mais decisivas – são algumas provações. O pior engano que alguém pode fazer consigo mesmo é convencer-se de que “já conhece” o caminho espiritual. Esta ilusão impede a pessoa de querer aprender, e ser aprendiz é uma condição indispensável para que haja progresso.
Ser verdadeiramente sábio significa estar livre da roda de reencarnações e é uma condição que está além da etapa atual de desenvolvimento humano. Entre os indivíduos que convivem com nossa humanidade, os maiores sábios são apenas discípulos da sabedoria eterna. Mas eles aprenderam algo decisivo. Eles aprenderam a aprender.
Para todos, o caminho precisa ser reinventado e reavaliado a cada dia e não há nada mais elevado do que ser aprendiz. A cada nova descoberta, o desapego é testado. O caminho não cessa de surpreender o caminhante. Será possível soltar as velhas ilusões para, com as mãos livres, agarrar as percepções renovadoras que surgem a cada momento? O indivíduo pode disciplinar-se? Pode calar a agitação e ouvir a voz do silêncio – que produz a paz? Ele consegue recolher-se a um canto todos os dias, “parar o mundo externo”, desligar-se, e instalar-se no Templo Interior da sua própria consciência? Na medida em que fizer isso, passará a viver mais plenamente.
Muita Paz!
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Você ja enfrentou a Sua Fera hoje?
Texto: Teresa Cristina Pascotto.
Todos os seres humanos carregam em si todos os aspectos da dualidade. Aqueles que não concordam com isso, são os que vivem em negação, preferindo viver em suas mentiras e ilusões a terem que confrontar suas verdades, constando que sim, contém todos os aspectos negativos que os outros humanos. Reconhecer essa realidade é também um ato de humildade. É fácil apontar o dedo acusador para aqueles que cometem atos violentos e vandalismos em geral; é fácil ficar em sua posição confortável, falando dos erros alheios, mas é muito difícil e raro, eu diria, encontrar alguém que reconheça que tudo aquilo que mais o incomoda nos outros -neste exemplo, a violência-, só o incomoda dessa forma demasiada porque essa mesma violência -não manifestada- também existe dentro de si.
Vou citar o exemplo das manifestações que estão acontecendo à nossa volta. Todos os "manifestantes pacíficos" que iniciaram o movimento foram movidos por impulsos de indignação, injustiça, revolta, dentre outros sentimentos e emoções "negativos". Sua manifestação, em termos de atitudes, foi pacífica em verdade, porém, internamente, sua fera estava movida por sentimentos horríveis e um desejo enorme de "sair para o mundo" e gritar por seus direitos de forma bastante agressiva, seja na expressão da palavra ou até mesmo expressando em atitudes. Porém, estes manifestantes pacíficos, são suficientemente autocontrolados - excessivamente -, para permitirem que suas feras pudessem vir à tona de forma tão explícita. Assim, saíram "pacificamente" para as ruas, enquanto suas feras foram manifestadas vibracionalmente "para fora", fisicamente nada havia de agressividade nas suas manifestações, mas na energia -que é a nossa realidade mais poderosa-, todos estavam "soltando os bichos" numa projeção energética. Com isso, dentre os "pacíficos", havia todo o grupo de "feras energéticas" junto deles, VIBRANDO violência e agressividade.
Como tudo ocorre na dinâmica oculta das energias, quem olha com os olhos físicos, nada enxerga, a não ser manifestantes pacíficos e, se ninguém percebe a realidade oculta na mente humana, nós nunca poderemos perceber verdadeiramente o que nos impede de evoluir e de ascender. Se Somos Todos Um, aquilo que existe na mente destrutiva de um está na mente de todos, assim como, aquilo que está no coração bondoso de um está no coração de todos. Enquanto as mentes não forem desmascaradas em suas mazelas ocultas e aceitas, nós nunca conseguiremos dar o salto evolucional pelo qual tanto esperamos.
Enquanto os ditos pacíficos controlam e negam suas feras, a agressividade humana continuará ativa e latente. Os estragos de uma energia oculta projetada são muito maiores dos que ocorrem com energias manifestadas. Desta forma, para que possamos trazer a evidência dessa realidade agressiva à tona, algumas pessoas, que já estão com sua agressividade mais latente e aflorada, e predispostas a manifestarem-se de forma violenta e agressiva, acabam captando a energia das "feras vibracionais" que estão ali, manifestadas energeticamente no grupo, e "incorporam as feras/demônios" de todos, que entram em comunhão com suas feras que já estão à solta e acabam manifestando na fisicalidade aquilo que as "feras dissimuladas" não querem manifestar. Assim, todos do grupo, inclusive os tais manifestantes pacíficos, são responsáveis pelas atitudes violentas dos manifestantes agressivos, pois estes abraçaram suas feras rejeitadas.
Se a violência humana não for reconhecida individualmente, para que cada um de nós tome conta de sua fera interior, não haverá outro jeito de transcendermos a violência, a não ser através de manifestações explícitas de alguns que estão adorando poder soltar suas feras. É por isso que há um grande movimento de situações agressivas e violentas acontecendo nos últimos tempos. Se cada ser humano for capaz de mergulhar em si mesmo numa busca honesta e corajosa, para encontrar e conhecer suas feras e demônios ocultos, e se for capaz de aceitar e acolher essas suas expressões negativas, assumindo plenamente a responsabilidade por sua agressividade e violência, "abraçando suas feras", numa atitude de reconhecimento e vontade de cuidar dessas feras, para que elas tenham a oportunidade de serem educadas e ajustadas a um modelo mais saudável - na dualidade é impossível não termos agressividade que, em alguns momentos, é necessária para reagirmos em nossa defesa. O excesso disso é que é desequilíbrio -, elas começarão a se equilibrar e não precisarão mais ficar à espera de um momento de descuido nosso para que possam sair vibracionalmente fazendo estragos por aí, enquanto nós, dissimuladamente, ficamos acreditando em nossa pacificidade ao mesmo tempo em que ficamos apontando o dedo acusador aos violentos.
Toda a violência que acontece no mundo tem a ver com a violência que toda a humanidade está vibrando, exteriorizando ou não, ela está ali, causando males a todos nós. O mais prejudicado nisso é aquele que nega sua fera interna, pois ela está enjaulada, revoltada contra a própria pessoa que não a reconhece e não a aceita e acaba vibrando raiva, trazendo malefícios até mesmo à saúde daquele que a nega. Portanto, se as pessoas querem curar seus males, deverão, urgentemente, partir para essa busca interior no descobrimento de todo o seu lado mais destrutivo, abominável e aversivo.
Enquanto não fizerem isso, suas vidas continuarão a ser insatisfatórias e frustrantes. E o mundo continuará violento.
Assuma sua violência e agressividade, sem julgamentos ou críticas. Aceite, esta é uma realidade humana, não há como estar mergulhado na 3D, na dualidade, sem carregarmos em nossa bagagem essas condições negativas. Mude seu olhar sobre isso e ao reconhecer suas feras, deseje encontrar, em seu coração, toda a força compassiva e amorosa que você contém, para que você possa se olhar e se aceitar com amorosidade. Você não é um monstro, você é apenas um ser humano que veio expressar sua missão escolhida por sua alma e foi ela mesma que escolheu quais feras deveria trazer para poder sobreviver a esta experiência tão difícil que é viver na dualidade.
Quando você entende que suas feras fazem parte de um grande projeto da alma e aprende a dar as mãos para essas feras, como um pai amoroso que conduz seu filho, e vive plenamente sem autocontrole excessivo e sem negação, você começa verdadeiramente a experimentar a vida com alegria. Suas tristezas mais profundas têm a ver com uma autorrejeição que nem você mesmo conhece. No fundo, você sabe que contém essas feras e é por isso mesmo que fez de tudo para trancá-las e negá-las tentando manter-se bem longe delas, criando comportamentos e máscaras para enganar a si mesmo e ao mundo e é por isso que você se rejeita. Se você não conquistar a real autoaceitação, independentemente do que carrega dentro de si, nunca conseguirá se libertar de suas limitações.
Recolha suas feras com amorosidade e responsabilidade, e a violência no mundo diminuirá e, com o tempo, aqueles que ainda querem exteriorizar sua violência, após se darem o direito de exorcizarem seus demônios, também irão se sentir mais aliviados e poderão, com nossa vibração amorosa, voltarem a um estado mais saudável.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Poema da Paz!
O dia mais Belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? O medo
O erro maior? Abandornar-se
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais
O pior defeito? O mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
O sentimento pior? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A estrada mais rápida? O caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
O resguardo mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor
Madre Teresa de Calcutá
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