sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Raiva!


Texto: Adriano Oliveira. Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco.
(IPEPE) - Casa Espírita Paz e Luz Francisco de Assishospedagem sites

A raiva é a reação emocional imediata à sensação de se estar sendo ameaçado, sendo que esta ameaça possa produzir algum tipo de dano ou prejuízo. Não há quem já não tenha sido vítima da raiva. Todos os dias nos deparamos  com diversas pessoas, no trabalho, no trânsito, nas conversações cotidianas  sendo estas as mais diversas, portadoras dos mais variados estados de ânimo.  Não raro, alguma palavra mal empregada, algum tom de voz equivocado, e então  nos sentimos ofendidos, tendo a raiva como reação imediata. Sentir raiva é atitude natural e normal no quadro das experiências terrenas.  

Canalizá-la bem, elucidando-a até a sua diluição, é característica de ser saudável  e lúcido, conforme assevera a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis. 

▬ Mas como impedir que esta sensação inquietante se alastre e não ocupe mais espaços na nossa mente e sentimentos? 
Segundo a nobre mentora de Divaldo Franco, o primeiro passo a ser dado é a aceitação de se estar sentindo raiva. Não há motivos para nos envergonhar-mos  da raiva e do fato de senti-la. Camuflá-la perante atitudes de falsa humildade e santificação são atitudes de quem ilude a si próprio, optando pelo parecer em detrimento do ser. 
► Em seguida devemos nos indagar:
 ▬ Por que me deixei atingir tanto? 
▬ Por que fiquei tão bravo ou brava com a atitude daquela pessoa? 
▬ O que esta pessoa fez de tão desagradável a ponto de conseguir me desequi- librar o restante do dia? ”
Neste momento inicia-se a racionalização da raiva, e então é que percebemos  que nós mesmos tivemos uma participação ativa na sua elaboração. Não foi o  outro que produziu raiva em mim, pois somos nós que estamos sentindo raiva,  logo nós mesmos a produzimos. Está em nós a sua origem e não no exterior. 
Como dissemos, a raiva é uma reação emocional que ocorre toda vez q alguém  vai de encontro ao nosso bem-estar, de maneira que nos sentimos ameaçados. 
▬ O que então nos deixou tão ameaçados? 
▬ Por que aquilo que foi dito significou tanto para nós? 
▬ Que área do meu ser aquela palavra proferida pelo ofensor atingiu de maneira  tão precisa? 
A partir desse momento nós começamos a perceber q na verdade a sensação  de inferioridade ou de ofensa não foi produzida pelo outro, ela já existia dentro  de nós. Seria como se a palavra empregada fosse a chave certa para uma determinada idéia existente dentro de nós mesmos – ela já estava ali –  bastava acioná-la. 

► Decorre daí o enunciado de Joanna de Ângelis, de que: A raiva é o lançamento de uma cortina de fumaça sobre nossos próprios  defeitos, a fim de que eles não sejam percebidos pelos outros. Sendo que  quanto maior for o complexo de inferioridade da pessoa, mais vulnerável  ela será a tudo o que for direcionado a ela do mundo exterior. Canalizar bem a raiva significa, assim, refletir sobre o porquê de nosso dese- quilíbrio momentâneo. Da mesma forma, outro recurso deve ser empregado:  refletir sobre a origem do ato na outra pessoa. Isso significa perceber que a  pessoa estava em desarmonia no momento em que agiu, de forma impensada, produzindo o conflito. Significa tentar perceber que o outro agiu sem nenhuma intenção de produzir o dano que nós agora sentimos. Isso não significa, de maneira alguma, que devamos ser coniventes com o desrespeito e ironia das pessoas ao nosso redor, as quais agem sem pensar  nas conseqüências de seus atos. Mostrar-se ofendido, mostrar-se desgostoso  com a situação, demonstrar os sentimentos de contrariedade e até mesmo a  raiva inerente à ofensa são reações perfeitamente normais, de quem respeita  a si mesmo e se considera credor do respeito e consideração dos seus  semelhantes. 
♣ Da mesma forma, dar uma corrida, realizar exercícios físicos ou algum  trabalho que leve à exaustão, são recursos valiosos para se diluir a raiva. 
♣ Extravasar, contar para os amigos como se sente, também são atitudes  saudáveis e terapêuticas.

 ► O que não se deve fazer é camufla-la, reprimi-la, pois então estaremos oportunizando o surgimento da mágoa e do ressentimento. Certamente há situações em que a dor nos atinge sem que possamos  nos defender. Ocorrências em que ficamos paralisados, sem saber como agir, tamanha  nossa surpresa e decepção. Entretanto, parece que nunca estamos preparados para as decepções. Acreditamos que sempre seremos estimados e considerados por todos, e que as pessoas nunca irão nos trair e então nos magoamos. 
A ingratidão e a calúnia ainda fazem parte do orçamento moral da humanidade, e não há quem não se depare com elas em algum momento.  Dependendo da pessoa autora do disparo, do lançamento do dardo, este  parece penetrar o mais profundo da alma, produzindo enorme sofrimento. 

► Muitas vezes, aquela pessoa em quem nós mais confiávamos nos trai,  nos decepciona, nos fere e a dor então é perfeitamente natural. 
♣ Chorar, 
♣ Mostrando-lhe os ferimentos, 
♣ Considerar a ocorrência injusta, 
♣ Demonstrar os sentimentos ao agressor, são atitudes que auxiliam para  que a dor diminua e se abrande. Contar aos amigos o ocorrido, demonstrando como se sentiu diante da  situação, dizer o quê o magoou, são recursos que colaboram para que a  mágoa não se instale na criatura. 

Em nenhum momento devemos nos  permitir guardar a mágoa, diz o espírito Hammed. 

Muita Paz!

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